Quando conheci Daiana Garbin

Lembro-me com clareza quando comecei minhas primeiras tentativas de contato com a Daiana. Comecei a mandar várias mensagens no Instagram, no auge da minha ansiedade por resposta. Pra minha surpresa alguns dias depois ela respondeu pra que eu mandasse um e-mail, assim era mais fácil pra que a gente pudesse conversar.

Mandei um e-mail explicando que eu estava fazendo como TCC um livro-reportagem sobre transtornos alimentares e queria ter uma entrevista dela no meu trabalho. É claro que a espera pela resposta quase matou! Mas permaneci firme e dias depois tive minha resposta: Daiana estava me mandando o endereço de seu escritório em São Paulo pra que a gente pudesse conversar. Desde aquele momento, meu coração já estava disparado. Nosso encontro seria dali alguns dias.

Daiana Garbin representava uma força a mais para o trabalho que eu estava fazendo. Desde que comecei minhas pesquisas, uma das primeiras pessoas que achei na internet como influenciadora sobre o assunto, foi ela. Eu me inspirava nela. Ela era jornalista e eu estava me esforçando para também me tornar uma.

Chegando em São Paulo

Eu planejei tudo: chegaria a São Paulo, pegaria dois metrôs, um Uber e estaria no prédio do escritório dela. No final das contas, consegui uma carona e acabei chegando muito mais cedo que imaginava e acabei indo para o shopping para passar um pouco do tempo e para tomar um café que pudesse conter toda minha ansiedade. Preciso confessar que o café não deu conta de cumprir essa função e que cada vez que eu olhava no relógio meu coração batia ainda mais rápido – coisa que eu achava não ser mais possível…

Não posso negar que eu estava com medo: medo de me enrolar toda e não conseguir fazer as perguntas que eu precisava para produzir um capítulo inteiro do meu livro, medo de que as perguntas não fossem assim tão interessantes, medo de que ela fosse seria e respondesse muito brevemente as questões, medo de milhares de coisas… Mas eu ia com medo mesmo. Isso já havia sido decidido antes que eu saísse da minha cidade.

Como o shopping era pertinho do prédio de seu escritório, resolvi pedir meu uber pra chegar até lá meia hora antes. Era tempo de sobra, já que em São Paulo o carro não demora nem 5 minutos para estar na sua parada. Doce ilusão! Meu uber estava perto mas não sei o que arrumou e começou a ficar cada vez mais distante do ponto que eu estava, me deixando ainda mais nervosa. Precisei cancelar aquele pedido e refazer. O meu motorista chegou bem rápido mas até aí tínhamos 10 minutos para que eu chegasse pontualmente no lugar e no transito de São Paulo, não era uma tarefa muito fácil.

No percurso – e auge da minha amiga tão grudada, ansiedade – contei toda história do meu TCC para o motorista do uber, falei que estava indo entrevistar a Daiana Garbin, que estava me formando em jornalismo… Naqueles minutos, mesmo sem me fazer uma pergunta o rapaz soube de toda minha vida profissional. (Aquele grande beijo pra ansiedade que não deixa a gente ficar quieta.) Alguns minutos depois, estávamos no endereço procurado. O rapaz me desejou boa sorte, sucesso e eu dei nota 5 para ele só por ter me aturado com um sorriso no rosto e desci do carro.

Entrei no prédio, fui até a recepção e avisei que estava indo no escritório da Daiana. A moça pediu minha identidade para ter certeza que eu era a Gabrielle que estava autorizada a subir. No elevador liguei o gravador porque sabia que estaria nervosa demais- na verdade já estava- para me lembrar disso.

O encontro com Daiana Garbin

A porta do elevador abriu e eu andei alguns passos até chegar na porta que deveria. Toquei a campainha. Daiana Garbin abriu a porta com um sorriso tão grande e me abraçou forte. Bom, naquele momento não senti mais medo. Ela disse que meu cabelo era bonito e eu falei que ela era maravilhosa. Ela deu um sorriso e perguntou se eu aceitava um café. “Ora Daiana, miga querida, eu nunca recuso um café”, foi o que eu pensei mas só dei um sorriso e respondi que aceitaria.

Daiana me perguntou se eu era da cidade que tinha um doce de leite gostoso, eu respondi que sim e disse que da próxima vez levaria um pra ela.

Tivemos uma longa conversa de quase duas horas, suficientemente completa e rica em detalhes para que eu pudesse escrever o capítulo do  meu livro. Dividi coisas íntimas e acredito que ela também tenha me contado coisas com o coração. Agora espero ansiosamente para o dia do nosso segundo encontro: na Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas. Dessa vez, nós duas teremos um livro: eu estarei com o dela e ela ganhará um meu. Momentos assim enchem o nosso coração de coisas boas! A palavra que fica é sempre gratidão. Me sinto grata por viver experiências que só o jornalismo pode proporcionar!