Deus, que é pai

Eu tenho aprendido muito de Deus. E o que eu tenho mais aprendido e ouvido Ele me falar é que ele é pai. Paizinho, que te pega no colo e te guarda. Que te escuta, te acolhe e te ama. Que te repreende quando é preciso porque o amor está restritamente ligado a repreensão. Ninguém quer ensinar ou fazer melhor alguém que não ama, acredita e tem cuidado.

Ele é pai que não te julga- quem faz isso são os homens santos –  e que quer tornar seu fardo mais leve e suportável. Ele é pai presente, onipotente e amável. Não, Ele não é aquele Deus mandão e bravo que te vê como servo.

Aliás, essa nunca foi a maneira como Ele te viu. Ele te vê como filho. Sabe qual a diferença? O servo faz por obrigação enquanto o filho, por amor. De obrigações, Ele não precisa nenhuma mas de amor, ah, Ele precisa de amor. Ele precisa de amor porque antes de tudo Ele te ama e tudo que é recíproco é melhor né? Ele é o próprio amor.

Deus não é aquele cara chato que te obriga a ser alguma coisa pra ser aceito por Ele, isso quem faz é a religião. Deus é aquele paizão que te ama do jeito que você é e te deixa livre pra descobrir sua identidade. Hoje muitas pessoas se afastam porque nós mostramos mais um Deus que julga que um Deus que ama. As pessoas conhecem mais o Deus autoritário do que um Deus de amor, cuidado e provisão. As pessoas se afastam de Deus e da igreja porque são as coisas que elas não querem ser. Quanta responsabilidade temos em criar nos outros um conceito de Deus que nunca existiu e nunca vai existir.

Isso não é o que Ele é, é o que nosso julgamento em relação ao outro cria para que a gente se sinta um pouco mais espiritual. Deus, sobre todas as grandes coisa que é, é pai. Pai que, não importa quantos erros a gente cometa está esperando de braços abertos, só para ser pai mais uma vez.