Amor próprio: 05 coisas que você precisa saber

Hoje falamos muito sobre amor próprio e ao mesmo tempo somos cobrados constantemente a viver esse conceito. Ele é induzido quase goela abaixo. A verdade é que o caminho do amor próprio e autoestima é longo e demorado. Não aparece do dia para a noite. Mas ainda assim é um processo de libertação e todo processo de libertação é positivo. Nesse caminho você terá algumas lições:

01- Não é sobre como as pessoas te vêm, é sobre como você se vê

Muita gente fala: ” nossa, mas você é tão bonita (o), tem que se amar!”, o negócio é que amor próprio e principalmente autoestima não está ligado à forma que as pessoas te veem e sim, à maneira como VOCÊ se vê. Não está intimamente ligado a elogios mas sim em que, apesar dos elogios, você mesmo não se enxerga como as pessoas te enxergam e acaba se sentindo inferior, incapaz e despreparado a amar algo que não admira: você.

Dizer que uma pessoa é bonita pra ajudar na autoestima não resolve muita coisa. Melhor que olhar pro exterior é elogiar o interior de alguém que está no processo de autoaceitação. Provavelmente, ela vai achar que o elogio a beleza no geral é da boca pra fora – porque ela não enxerga da maneira que você enxerga – enquanto o elogio a algum feito vai ganhar um espaço especial.

02- Você não merece ser amado só se se amar primeiro

Escutamos muito por aí que só podemos ser amados quando nos amamos. Só encontraremos o amor da vida quando estivermos completamente bem e feliz sozinhos e com tudo que somos.

Mas o que acontece é que, ao falar isso pra uma pessoa com baixa autoestima, só reforçamos ainda mais dentro dela a ideia de que ela não merece amor. E ao mesmo tempo vamos contra todo discurso de amor que nos mostra que Deus nos ama apesar da nossa fraqueza. Ou só merecemos o amor Dele quando estamos completamente sarados e curados? Não! A Bíblia nos diz que Deus nos amou quando éramos ainda falhos, como diz em Romanos 5:8.

Se Deus – que é perfeito –  nos amou na nossa imperfeição, porque nós, imperfeitos não podemos amar outros tão imperfeitos quanto nós? 

Quando continuamos falando que só seremos amados quando nos amarmos estamos dizendo pro outro que é fácil, “SE AMA AÍ” e sabemos bem que não é assim.

03- Amor próprio não é egoismo. Mas não é fácil entender isso.

Outra coisa que repetimos por aí é que amor próprio não é egoísmo e tudo bem se escolher primeiro. Geralmente, quem tem problema com isso sabe de cor essas frases, o problema é aplicá-las.

Mesmo sabendo que deveria se amar primeiro a pessoa tem tanta dificuldade em fazer isso que não consegue. É simples e doloroso então não continue repetindo frases clichês: ela conhece todas, só não consegue aplicar.

04- Baixa autoestima é reflexo da busca pela perfeição

A baixa autoestima está intimamente ligada à cobrança excessiva. Quando a pessoa se enxerga de maneira distorcida, na maioria dos casos é porque busca uma perfeição inalcançável e aí não falamos apenas da busca pela perfeição do corpo ( que pode gerar um transtorno alimentar) mas também em relação a tudo. A nunca se sentir completamente suficiente pra alguma coisa ou alguém. Seja suficientemente inteligente, engraçado ou qualquer outra coisa.

A busca pela perfeição – que não existe – faz com que a pessoa se cobre cada vez mais e se enxergue cada vez menos.

05- É um processo e tem recaídas

Entre as coisas mais difíceis de entender sobre processos é que eles tem altos e baixos. E levam tempo. A busca pela autoaceitação e autoestima são processos que exigem um passo de cada vez e por isso podem gerar recaídas. Recaídas apesar de dolorosas são boas e tudo bem acordar um dia mal.

Não somos robôs e não conseguimos programar nossas emoções. Mas, sobretudo, as recaídas nos fazem levantar de novo e essa é a maior beleza dos processos.

Autoestima e vida com Deus: o que tem a ver ?

Às vezes nós esquecemos que tudo, absolutamente tudo na nossa vida tem a ver com o propósito e com o plano perfeito que Deus tem pra nossa vida. Quando deixamos de pensar que até as coisas dificeis de lidar tem a ver com Deus, paramos de vê-lo em todas as coisas e quando isso acontece nos perdemos completamente do propósito de Deus.

Falo isso porque precisei aprender que todo meu problema com ansiedade e autoestima tem a ver com o chamado que Deus tinha pra mim. Como algo ruim que tinha em mim poderia ser fruto de algo bom ? Bem, porque Paulo quando olha pra sua ferida e vê um espinho não está falando só dele, mas de todos nós. São as nossas feridas porque delas saem poder pra curar. Como podemos falar com propriedade sobre drogas se nunca estivemos perto delas? Como as pessoas que usam droga verão em nós uma chance de mudança de vida sendo que a nossa vida não foi mudada por esse propósito?

Por isso toda pessoa é única e tem suas próprias batalhas, lutas e feridas que geram curas. Só precisamos descobrir quais feridas tem o propósito de gerar vida, em nós e nos que nos cercam.

Chamado específico: um apelo de autoestima ( em todos os sentidos)

Quando comecei a ter uma vida de profundidade com Deus, comecei a buscar por influenciadores que pudessem me ajudar. Comecei a achar pessoas que falavam sobre “chamado específico” e aquilo realmente mexeu muito comigo. Eu comecei a ver que Deus tinha não só um chamado geral que se aplicava pra todas as pessoas ( o chamado do IDE de Marcos 16:15 .) Mas, além e mais profundo que isso < se é que é possível porque o Ide torna todas as pessoas aptas pra cumprir um chamado de Deus >, Ele tinha um chamado específico pra vida de cada um. Esse chamado específico nos mostra que cada pessoa é feita para algo e só ela ( da maneira que ela pode fazer, só ela) pode cumprir aquele chamado.

Isso PRECISA mexeu com o nosso interior e precisa gerar uma busca por conhecer o chamado específico. Imagina quantas pessoas morreram sabendo que tinham propósito mas que pensavam que era um propósito geral, que nunca tinha sido pensado de acordo com as peculiaridades da própria pessoa? Imagina quantas pessoas morreram sem saber que das feridas dela sairiam poder pra curar?

Porque isso gera em nós um apelo de autoestima? Porque nos mostra com clareza que somos únicos. Nenhum outro pode fazer o chamado específico que foi direcionado a nós. NENHUM OUTRO SER HUMANO PODE CUMPRIR O NOSSO CHAMADO ESPECÍFICO. E isso nos torna importantes apesar de sermos pó.

Mas qual o meu chamado específico?

Eu tenho que te contar que meu chamado específico eu descobri em um dos períodos de mais questionamento da minha fé. Em um momento que eu não acreditava no meu valor, apesar de ouvir e pregar sobre o quanto somos importantes para o Pai. Nesse momento comecei a falar pra Deus que, se Ele realmente tivesse um chamado específico pra minha vida, esse era o momento que eu precisava descobri. E bem aventurados são os que buscam respostas em Deus porque eles serão respondidos. E eu fui.

Deus me mostrou com clareza que eu já estava no meu processo de viver meu chamado específico. Deus me mostrou que um dos maiores problemas que eu tinha era de autoestima. Sempre me cobrei excessivamente e aquilo sempre foi (  e é, porque vivemos em um processo constante de evolução e entendimento) uma das coisas que mais me feriram. Mas será que só eu vivia assim ? Obviamente que não. E isso eu comecei a ver não só com o livro que eu escrevi, mas porque Deus sempre dá um jeito de trazer pra perto de nós as pessoas que irão nos ajudar mas que também iremos ajudar.

Coisas maiores

Deus trabalha pra que possamos trabalhar com nosso chamado em todo lugar e uma das formas de Deus trabalhar é colocando as pessoas que precisam da cura que agora nós sabemos que podemos gerar. Falar que nós geramos cura não é anular o poder de Deus porque é em nome Dele que fazemos todas as coisas e além disso porque Jesus falou que faríamos coisas maiores que Ele fez. ( UAU João 14:12)

Por isso devemos buscar as coisas que Jesus tem pra fazer sem nos contentarmos com o que Ele já fez. Eu, quando entendi que meu chamado era sobre autoestima e a relação dos transtornos alimentares, eu entendi que meu propósito era ainda maior que pregar sobre Jesus, mas era ajudar as pessoas a se enxergarem como Ele enxerga: tão únicos a ponto de direcionar uma missão que só a própria pessoa pode cumprir.

Isso me torna uma pessoa sem problemas de autoestima? Não. Mas isso me torna alguém que, de tanto querer buscar um melhor caminho também quer oferecer um melhor caminho!