Sobre essa mania de frieza

Deixa eu te contar uma coisa… não é exatamente legal ser fria. Não é mesmo, mas nesse mundo em que o desapego é enaltecido parece que você está fazendo grande coisa em não se apaixonar. Só que deixa eu te contar mais: às vezes é uma bosta você realmente querer confiar em alguém e simplesmente não conseguir. É uma bosta você não conseguir ir além da faixa de perigo permitida (aquela que te mantém longe dos emojis de coração e dos textões de madrugada) porque na verdade, se você não passar da faixa, nunca saberá como é ! E se lá for bom? O problema é que às vezes você até quer descobrir mas existe esse bloqueio que não te deixa ir profundo e por mais que o mundo ache isso ótimo você vai acabar se culpando por não saber se entregar, por não saber confiar e por duvidar sempre das pessoas. A frieza na maioria das vezes não vai chegar porque você quer mas porque aprendeu a ser assim e isso é tudo o que você é. As vezes você vai querer mudar mas não será tão fácil. E o mundo aí, gritando que é melhor você praticar a lei do desapego e do desinteresse… Como se isso fosse fazer você ser melhor em alguma coisa e os relacionamentos mais fáceis pra você. Como amiga preciso te alertar, sabendo de experiências próprias: não será mais fácil, viu? Pelo contrário… Você não saberá lidar nem com o que sente e menos ainda em demonstrar, mesmo que queira.

 Deixa eu te contar: todo mundo fica duro por algum motivo. Na maioria das vezes é pra ter anticorpos pras frustrações futuras. Geralmente é pra que o de doeu não possa ser alcançado mais. E aí a gente faz o que se se manter fechado também não te torna imune a outras dores ?

Geração fast food

 Nós somos oficialmente a geração fast food. Consumimos tudo rápido demais. Os amores, as dores, as relações e os sonhos.
 Somos extremamente ansiosos e indecisos. Não sabemos se queremos um Big Mac ou entrar na faculdade. Não sabemos se queremos um amor ou o dinheiro pro xerox da semana. Somos instáveis. Somos tão geração fast food que não temos tempo de esperar as coisas acontecerem naturalmente. Talvez por isso nossos relacionamentos são tão rasos. Não nos envolvemos muito porque logo aparece outro. É tudo intenso e extremamente passageiro. Não temos raízes e não nos preocupamos em tê-las. Temos pressa. Não acreditamos muito nas pessoas e sabotamos nossos próprios sentimentos fingindo que não sentimos nada enquanto nos afogamos no raso.
 Temos tanta fome que escolhemos o prato que já estiver pronto só pra que a gente não precise passar pela fila das relações, chorar e rir todas as dores e os prazeres de novo. É melhor a gente pegar o prato pronto, saboreá-lo rapidinho e depois deixar o prato ali, pra que outra pessoa limpe a até refaça os rastros que deixamos.
 Queremos envolvimento mas colocamos um limite de até onde iremos só pra ter certeza que ainda estamos no controle da situação, ou pra que de alguma forma, ainda possamos fingir controle. As pessoas passam rápido por nós. Conversamos com muitas mas permitimos que poucas fiquem porque temos preguiça de ir até o fundo.
 Somos até egoístas. Sempre achamos que o importante mesmo é que a gente prove o quão bem estamos e quão seguro somos, mesmo que não sejamos nada disso. Estamos perdidos e achamos que temos a solução do mundo enquanto não entendemos nem pra onde estamos indo. Seguimos o fluxo e queremos dizer que estamos na contramão. Somos a geração fast food, tudo é raso e nos esforçamos muito pra que continue sendo. Acreditamos ser a geração desapego mas no final das contas somos a geração que implora, desesperadamente, pra que alguém olhe o profundo que há em nós.

Uma hora vira calmaria

Ei, eu sei o quanto isso é devastador. Calma garota, eu sei o quanto a ansiedade acaba com cada pensamento e cada pedacinho do seu forte coração. Eu sei que você passa dias com o coração disparado e com a sensação de algo, que você nem sabe o que é, vai dar errado. Eu sei que as vezes você se sente sozinha também e que você sente como se tivesse levado socos no estômago.

Sabe o que eu também sei? Que as pessoas acham que é frescura ou exagero. Eu sei que não é. Eu sei que é real e você queria que isso parasse. Eu sei que é difícil lidar com todas as suas crises de ansiedade e tudo aquilo que elas trazem juntas. Elas nunca vem sozinhas né ? Mas eu sei que você vai conseguir. Eu sei que apesar do coração disparado, do aperto no peito e da vontade gritando de desistir você vai continuar. Você vai continuar porque é forte por mais que se sinta fraca e sozinha. Você sabe que não é e você também sabe que não está sozinha.

Ei, tudo bem, eu sei que você está cansada de ver as coisas desmoronarem, eu sei que isso não parece ter fim. Mas tudo bem, se desmoronar de novo, construiremos mais um castelo de areia. E sabe, eu sei o porque da sua vontade de fugir, o que você quer mesmo é correr da ansiedade e dos problemas mas garota, se você for, eles te seguirão então você precisa continuar aqui e enfrentar. Enfrentar o mundo exterior e mais ainda a tempestade que existe em você. Ah, menina! Uma hora isso vira calmaria…

Porque a gente não acredita no amor ?

Eu conversava com um amigo de longos anos que tentava me dizer que o amor não existia e eu, que nunca fui de acreditar muito nele e nem sonhar com aquele ideal de par perfeito e felizes para sempre, concordava porque na verdade, nunca soube o que o amor é. Um dúvida começou a pairar na minha cabeça e me atrapalhava de dar qualquer passo sem que parasse pra pensar naquilo. Porque a gente não acredita no amor ? Afinal, o que é amor?

 Eu continuo sem entender esses questionamentos mas algumas coisas ficam claras pra mim… A gente não acredita no amor porque não queremos acreditar, porque idealizamos algo que não existe e não queremos nos ferir por isso. É muito mais fácil falar que ele não existe e continuar ali, na nossa bola de gelo que não permite que ninguém entre e mais, que não permita que a gente sinta alguma coisa que passe uma semana. Falo isso por experiência própria, tá? Eu sei o quanto é difícil acreditar porque na verdade casar nunca foi um dos planos felizes da minha vida e continua não sendo. Mas falo por experiência própria de alguém que perdeu oportunidades por não querer sair da sua zona de gelo. Vai saber onde o amor tá? Às vezes ele tá te gritando e você nem vê, às vezes ele já me gritou e eu fingi de surda. Mas eu entendo a gente, eu entendo porque fazemos isso com nós mesmos. É porque não aprendemos o que é amor ainda…

 Será que amor tem que ser aquele negócio de sair todo dia com a pessoa, fazer juras de amor nas redes sociais, receber flores, ligar todo dia e querer casar com um vestido de princesa? Porque olha, eu prefiro mil vezes ficar em casa. Odeio expor sentimentos nas redes sociais, acho flores cafona, odeio falar no telefone e ainda por cima prefiro muito mais viajar a fazer um casamento que na verdade, quem aproveita são os convidados… Talvez esse seja o nosso ideal de amor e cara, ele é bem falho. Hoje, mais madura e mais forte, entendo que não é isso e que amor existe sim, mas com outra intensidade. Amor é aquilo que te faz levantar da cama mesmo cansado só pra viver. Amor é seguir a vida mesmo com centenas de socos no estômago e com vontade de desistir de tudo. Porque todas as vezes que pensamos em desistir e não desistimos é porque alguém acredita em nós: nossos pais, nossa família, nossos amigos… Amor não é aquele negócio grudento dos filmes da sessão da tarde, dos livros do John Green e das séries da Netflix. Amor é dividir um café em silêncio, é ser colo, é ser ouvido e é permanecer. É um final de semana. É rir com alguém até doer a barriga (seja a pessoa o amor da sua vida, seu crush, ou não) e pra isso não precisa ser pra sempre. Nós não somos eternos, então, porque o amor seria ?

Coração, vê se não para!

Tem dias que você pensa que seu coração vai parar. PUFT. Já era.

Tem dias que a dor é como um tiro no estômago e pior que isso, ela se junta a todos os outros tiros que a vida e as pessoas te deram um dia. E você realmente acha que seu coração vai parar. Você não sabe o que dói mais, o coração ou os tiros, levados estrategicamente no mesmo lugarzinho do seu estômago. Como aquela dor repetida sabe? Tipo tatuagem que fere repetidamente no mesmo lugar e que quanto mais a agulha bate mais ferido fica e marca pra sempre. Você para e olha pra si e entende o quão pequeno é. E sabe que seu coração, ah, uma hora ele vai parar. Você pensa isso porque ele doí como se não tivesse remendo mais e como se parar fosse a solução mais generosa que lhe seja oferecida. Às vezes você até quer que ele pare. Só que acontece que ele não para, ele continua ali, doendo e lutando. Ele continua tentando te mostrar que os propósitos estão em todos os lugares e que as dores, por mais intensas que sejam, precisam ser sentidas.

O mais louco é que os tiros te deixam mais forte. Cada vez que você acha que seu coração vai parar e ele continua ali, firme tentando bater. A cada experiência, uma lição é o que todos dizem e as lições são ainda maiores quando acompanhadas de uma pontada no estômago, nós na garganta e aquelas lagrimas presas… Tudo é aprendizado e tudo de deixa mais forte. Mais forte porque os socos no estômago continuam, você estando preparado pra eles ou não.

 Você sabe, uma hora seu coração vai parar. Aliás, isso é tudo que sabe. E você só ora pra que os tiros da vida sejam suportáveis.

#MedulaParaORullyan sempre será a campanha mais bonita que já vi na vida.

Quer voar comigo?

Ei moço, tenho que te falar uma coisa… Sabe, eu não vou aceitar se você me pedir em casamento. Eu nunca tive esse sonho de princesa, de usar um vestido branco, carregar um buquê e a partir daí, ser mais do outro que de mim. Mas se me chamar pra viajar, vou ter que ir correndo. E não vejo problema nisso.

Sabe o que é? Eu sou assim mesmo, eu não gosto do que me prende. Eu nasci borboleta e você já viu borboleta que fica parada em um só lugar? Borboleta que não voa? Que não vai atrás de novos jardins? Borboleta que só sai do lugar se a outra for junto? Borboleta que faz uma casinha e vive ali pra sempre? Então, não é minha culpa. Eu nasci livre. Nasci prontinha pro mundo e com muita vontade dele. Pronta pra conhecer cada pedacinho dessa imensidão,  pra desbravar a natureza, pra conhecer mares e ares, então, por favor, não peça pra eu me prender a você. Mas olha, se você quiser ir comigo, fique a vontade! O mundo é grande e sempre tem espaço pra mais um. Se você quiser poderemos voar pra bem longe e voltar quando der vontade. Mas ei, não coloque regras, nem nomes, nem status nisso. Isso tudo me deixa cansada e já vi que não é pra mim. Nós não precisamos provar nada pra ninguém não é mesmo? Então não queira colocar um nome nisso. Não queira colocar uma grade. Não queira tornar padrão o que deve ser único e livre. Podemos lidar com tudo sem que vire uma prisão, uma obrigação. Na verdade nunca gostei de rotina e nós não precisamos ser uma. Nós podemos ser borboletas. Nós podemos voar. Ei, não me peça em casamento. Me peça pra voar do seu lado, ok ?

Desinteressante é o desinteresse!

Um dia você descobre que o melhor é se jogar de cabeça mesmo. E em tempos de relacionamentos rasos, medo e falta de reciprocidade isso nem sempre é fácil. Você entende que os joguinhos de orgulho e de ” ontem eu mandei mensagem então hoje ele que mande” só desgasta. É chato ter que esperar o interesse, o orgulho, o afeto. E cara, aprenda que afeto é muito mais que abraçar, afeto é ser. De nada adianta ficar três dias sem falar com a pessoa se você não para de pensar nela um minuto. Não adianta você se montar e criar um personagem que não demonstre e que não seja como você é. Isso gera desinteresse. Joguinhos são desinteressantes. Insegurança é desinteressante. Briga de ego é desinteressante. Querer ser menos sentimental que o outro é desinteressante. Fingir desinteresse é extremamente desinteressante. Tudo isso pode fazer sentido na primeira semana porque pro seu parceiro pode virar um desafio mas depois fica chato. E mesmo assim, mesmo na primeira semana é um pouco ridículo. Ninguém gosta de café frio. Imagina de relacionamentos frios …

Um dia você vai ver que se acabar se doando muito e isso afastar o outro o azar vai ser total dele porque no fundo você soube que deu o seu melhor, que um pouquinho de si ficou ali e na verdade, o que conta da vida é o pouquinho do outro que levamos em nós. Se entregue de tal maneira que não tenha medo de perder o outro, simplesmente por saber que o que você tem, ninguém mais nesse mundo tem e o que você é, ele não achará em mais ninguém. Acredite tanto nisso que as pessoas ao redor acreditarão também! Mas sabe, você não precisa ser pouquinho só porque todos são. Seja exagero. Ser o que ninguém é: a única maneira de se tornar interessante.

Olha para o lado!

Mentiu quem te falou que amor só se acha uma vez na vida. Mentiu feio. O amor nasce toda vez que é regado e toda vez que ele é a sua escolha. Já parou pra pensar quantas pessoas estão do seu lado insistindo pra que você se sinta amada e que você ame de volta? Pare de olhar longe, olhe pro lado! Não, não é esse negócio de felizes pra sempre e amores eternos, amor é diário. E se não foi continua sendo amor, mas teve final. E você deveria agradecer todos os finais que já teve. Vai me falar que não vieram com portas maiores que as janelas que foram fechadas? Sabe, a vida continua e melhora, sempre. Por mais cego que a gente esteja pra ver as boas coisas. Porque muitas vezes, esquecemos, é de olhar pro lado. A vida continua com uma plantinha que nasce, com um novo ciclo que se inicia, a vida continua quando você decidir viver e quando você decide fazer isso, exclusivamente por você. Sabe qual o problema? Temos medo do amor. Temos medo de olhar pro lado e de repente, você sabe, já era. De repente não tem mais o que fazer e você se vê entregue. Mas não falo de se entregar pra alguém não, falo de entregar aos seus sentimentos. Você já percebeu o quanto é libertador querer mandar mensagem e mandar ? Você já percebeu o quanto é incrível confiar sem medo? Olhe pro lado! O mundo tá gritando pra te amar de volta…

 Ei, se abra de novo! Suas experiências antigas por mais doloridas que sejam, te libertam!

 

 

Ser solteira também é escolha

É engraçado. Quando você termina um relacionamento as pessoas acham que você precisa sofrer por isso. Ela acham que tem que doer, você precisa estar na fossa e chorar horrores. Não pode ser nunca uma escolha própria. Afinal, quem escolhe estar solteira? Ave. Ser solteira não pode ser uma escolha sua… É sempre do outro: o outro que resolve largar, o outro que não te quer mais, o outro que te faz de trouxa, o outro que não te quer… Oi ?

O mundo inteirinho vai tentar te mostrar que você precisa estar namorando pra estar feliz porque afinal, você só não namora AINDA porque ninguém quis… Mas sabe, quem precisa ser um par pra ser feliz realmente nunca vai saber ser impar… E por mais confuso que seja, só sabemos ser par quando não temos medo de ser ímpar. Ser solteiro também é ser feliz. Ser solteiro é uma escolha. Uma escolha de aprender a se amar mais e demais porque é só assim que você ama o outro.

Ser solteira é ser autosuficiente, sem depender do outro pra fazer planos, sonhos e pra construir um futuro. A gente precisa se dar um tempo, a gente precisa respirar, a gente precisa se conhecer por completo e ser nossa melhor companhia. Se a gente não souber ser nossa própria felicidade como seremos a do outro? Não cara, não é uma escolha do mundo você ser solteiro, é uma escolha sua! Você pode muito bem escolher ser solteira até pra sempre se quiser sabia? O que o padrão te impõe não precisa ser o que você quer pra sua vida e se não for, tudo bem, viva com isso e você será feliz também ok? Faça suas escolhas e pare de acreditar que os outros estão escolhendo a sua vida por você… VOCÊ sabe o que quer, você precisa lidar com suas escolhas e você é inteira… Você não precisa da metade da laranja, da alma gêmea, do amor perfeito… Se um dia ele chegar e você quiser viver isso, tudo bem. Mas se não quiser também: seja livre!

20 coisas que 2016 ensinou

Nem só de tiros se faz a vida não é mesmo? Uma coisa que esse ano não foi, essa coisa foi fácil. Só que sabe de uma coisa? Quando está tudo bem nós continuamos sendo o que somos… Nas dificuldades nós amadurecemos, crescemos, nos moldamos e aprendemos e no final das contas é isso que vale! 2016 foi difícil, não há como negar mas também me ensinou muito:

1- A dor precisa ser sentida. SEMPRE.

2 – Recomece mesmo que seja dolorido.

3- Maturidade é incrível, mas também é solitária.

4- Se ame! E quando não estiver fazendo isso, pare, respire e comece de novo.

5- Não tenha medo da mudança: coisas melhores sempre chegam.

6- Viva um dia de cada vez, a cada dia cabe o seu mal.

7- Não se cobre tanto, algumas coisas não estão sob o seu controle.

8- Seja gentil. Mesmo que nem todos sejam.

9- Não acredite tanto nas pessoas. Todos temos um lado que só nós sabemos.

10- Aceite que você não é perfeito e se ame por isso.

11 – Não fale coisas que não sabe. Não é porque você ouviu um coleguinha falando que é verdade.

12 – Você vai se decepcionar e geralmente com as pessoas que menos espera. Não morra por isso.

13- Nem todos os seus dias serão floridos mas escolha olhar pras flores pequenas que encontrar pelo caminho.

14- Palavras machucam. Tenha cuidado ao usá-las.

15- Ore mais, julgue menos.

16- Você não é de ferro, chorar faz bem e alivia.

17 – Não se esqueça quem você é e todas as batalhas que lutou, e venceu.

20- Respire fundo. Se dê um tempo.

Bônus:

21- Não importa quantas dores você teve, não esqueça que quando você menos espera, os sorrisos aparecem!

Ah, que seu 2017 seja lindo e que seu 2016 tenha servido como lição e como força pra lutar cada uma das batalhas que estão por vir, porque sim, elas chegam e você ainda tem muitas pra lutar viu? 😉