Resenha- Orgulho&Preconceito

Uma forma de me sentir útil a mim mesma é tendo minhas leituras em dia então digamos que estou bem feliz de terminar esse livro que lhes vou contar hahah.

Orgulho e preconceito – Jane Austen

O livro Orgulho e Preconceito é bastante conhecido. Foi publicado, originalmente em inglês como Pride and Prejudice, em 1797. Sim, muito tempo!

Jane Austin nasceu na Inglaterra em 1775 e é um dos maiores nomes da literatura inglesa, do ladinho de Shakespeare. Jane publicou seu primeiro livro ainda com 17 anos.

Justamente pela época em que o livro foi escrito e pela época que ele relata, a Inglaterra no século 18, a linguagem usada é muito diferente dos romances de hoje. Tem um toque muito bonito.

Essa edição que eu li foi feita em 2017, então é bastante bonita, com uma capa que eu fiquei apaixonada e o preço foi apenas 15 reais.

O livro

Vamos ao livro então!

O livro relata as relações do século 18, principalmente sobre a importância do casamento pra época. Toda trama gira em torno de Elizabeth e sua família.

Conta o desespero da mãe de Eliza para que todas as 5 filhas casem bem – e cedo. O interessante dessa história é perceber como hoje, graças a Deus rs, as coisas mudaram em relação à necessidade de um casamento.

É muito claro no livro que naquela época as pessoas se casavam mesmo sem se conhecer direito, só pela necessidade de fazer um bom casamento, com famílias que se conhecem e que possam agregar financeiramente.

A história de Eliza e suas irmãs retratam o desespero de um delas para casar logo, de outra em conquistar o amado e de Eliza de de fato ter alguém legal por perto.

É engraçado perceber o quanto mudamos, o quanto evoluímos como humanidade. A história retrata uma época em que a comunicação era feita por carta, o transporte era feito por carruagens e o beijo era só quando os dois estivessem casados.

Confesso que achei o começo um pouco parado, mas do meio ao final do livro foi uma leitura que gostei e me apeguei bastante aos personagens. É uma leitura muito gostosa e que te faz imaginar casas e roupas de época, paisagens da Inglaterra e jardins floridos!

E você, já leu esse livro ou algum outro da Jane Austen?

Preço real e consumo consciente

Existe um preço real sobre tudo que compramos. Não, não é o preço que está na etiqueta. É o preço das mãos que trabalharam para fazer cada peça.

Preço de vidas

Você sabia que a maioria das roupas que compramos são feitas por mulheres em Bangladesh que recebem cerca 2 dólares por dia? Você sabia que as indústrias têxtil são as que mais geram acidentes de trabalho por terem seus prédios em condições precárias e muitas terem desabado e matado centenas de pessoas? Você sabia que mulheres recebem 10 dólares por mês de salário em algumas indústrias da Índia para produzir roupas que vamos comprar na Hsm, Top Shop, Forever 21 e tantas outras fast fashion ao redor do mundo?

Por que estou falando isso? Porque há um preço muito maior do que os das etiquetas quando compramos um produto. Há preço de vidas que estão gastando tempo e saúde pra produzir pra nós. Há um preço bem maior.

Tem um documentário na Netflix que chama The True Cost que fala exatamente sobre esse assunto, sobre a indústria têxtil e consumo. Te garanto que te fará pensar antes de consumir qualquer coisa.

Meio ambiente

Há um outro preço que preciso falar sobre! O preço do lixo que produzimos sempre que trazemos algo pra casa.

Pensa comigo: você compra um batom. A atendente vai colocá-lo dentro de uma sacolinha pra você levar pra casa. É bem provável que ele venha em uma caixinha. Se você pagou com cartão terá o comprovante da compra e a nota fiscal. Até agora, comprando um batom, temos 4 lixos: a caixinha do batom, a sacolinha e os dois comprovantes.

Só que tem um problema: o batom acaba! E com isso geramos mais o lixo da embalagem. Percebe quanto lixo produzimos em pequenas compras?

Com as roupas temos o mesmo problema. O descarte é sempre um problema. Tecidos não são biodegradáveis na maioria das vezes e por isso o descarte se torna poluente.

Me preocupo com isso porque vejo que não temos muito limite para comprar coisas, eu também sou assim! O problema é: por que estamos comprando?

Por que alguma indústria nos vendeu que o que temos não é suficiente? Por que fomos ensinados que se está barato é melhor comprar? Por que precisamos preencher vazios com coisas?

Pode parecer muito forte falar tudo isso mas a verdade é que há um preço em tudo que compramos. Um preço muito maior do que o que pagamos.

Um preço pela destruição da natureza, um preço das mãos que trabalham na produção, um preço de preencher nossos vazios com coisas, com compras.

Te convido hoje a fazer uma reflexão sobre o que você realmente precisa e sobre o que você acha que precisa. Sobre o quanto de lixo você já produziu até agora e mais: sobre o quanto isso te preencheu.

Consumo consciente

Consumo consciente não é parar de comprar coisas mas sim entender que tudo que eu compro tem um preço maior por trás e por isso eu preciso escolher bem o que comprar.

Consumo consciente não é sobre poder ou não poder comprar, sobre banir marcas ( e isso é necessário pra ajudar na erradicação do trabalho escravo), não é ter no guarda roupa a paleta de cores: branco-cinza- preto. Mas é entender que o que temos não pode nos possuir. O que temos não pode ser mais essencial do que o que somos.

Tudo que temos vira LIXO! Nossas peças favoritas, nossos eletrônicos, roupas caras ou baratas, uma hora tudo vira lixo! E aí, pra onde vamos mandar todo esse lixo? Qual será o impacto dele no mundo e no planeta? Será que há meios de colaborarmos pra diminuição de lixo no mundo?

Se a resposta foi sim, então você entendeu o que é consumo consciente.

Flipoços – LIVROS

Como eu disse no post anterior sobre o Flipoços (LINK), esse evento me fez voltar pra casa com ótimos exemplares (como se eu já não tivesse uma lista de livros esperando para serem lidos!). O que acontece é que de fato os preços valem muito a pena e é possível comprar livros por 5, 10 e até 3 por 10 reais!

3 por 10

Falando em três livros por 10 reais eu não perderia essa chance!

O que aconteceu foi que eu estava olhando como quem não queria nada quando achei o livro Dissipada – memórias de uma anorética e bulímica – de Marya Hornbacher. Esse livro tem muito a ver com o que eu falo e com o livro que eu escrevi. (Saiba mais ) Porém eu estava em uma banca de sebo, em que os livros eram vendidos de 3 em 3 então fui OBRIGADA  a pegar outros dois hahhaa

Minhas duas escolhas foram Gente Famosa de Claudia Pattison que conta as aventuras e desventuras de Ruby Lake, uma repórter de celebridades e Confissões de uma banda de Nina Malkin que é bem adolescente mas achei que pudesse ser legal e que tem uma capa bem bonita!

Poesias

Adquiri dois livros de Poesia, um do escritor Poços Caldense Tadeu Rodrigues o livro A utilidade do rascunho e também da escritora Rupi Kaur o livro O que o sol faz com as flores que eu paguei apenas 15 reais em uma edição especial de capa dura, ilustrada e bilíngue ( com uma parte em inglês).

Trocas com escritores

No primeiro dia do Flipoços tivemos a roda de conversa com escritores locais e depois que acabou um autor – que então eu não sabia que era – me perguntou o que eu achava de trocar o meu livro por um dele. Achei incrível e troquei.

O livro é Eu não sei ter e o autor é Marcelo Candido.

Houve mais uma troca entre autores! Haha Um expositor que ficava no estande em frente o meu se interessou pelo meu livro e então trocamos mais uma vez. Seu livro Meio-fio é um romance escrito por ele, Antonio Sanz e a filha Jéssica Sanz.

Então no final das contas saí com 7 livros novos para aproveitar! Tenho alguns ainda na fila de espera mas tenho fé que darei conta de todos ainda esse ano! hahaha

flipoços - escritoes locais

Flipoços – Feira Nacional do Livro

Flipoços – escritores locais

Para quem é da minha cidade, Poços de Caldas, no Sul de Minas, sabe que aconteceu recentemente a Feira Nacional do Livro. Esse é, eu acredito, o maior evento de Poços e também uma das maiores Feiras Nacionais do Livro!

E olha, pra quem está realmente envolvido, acompanha as palestras é um evento sem descanso! Hahaha As palestras acontecem de manhã, à tarde e à noite e ainda tem muitas oficinas e outros eventos em pontos da cidade que também englobam o Flipoços! É uma loucura boa!

Posso falar isso porque esse ano fiquei no estande de escritores Poços Caldenses e digo  que é uma experiência incrível! Além da oportunidade de expor o nosso trabalho em um evento grande como esse e poder vender de pertinho pros leitores, é uma ótima maneira de conhecer outros escritores, trocar experiências e aprender muito!

Segurando meu livro no mural do Flipoços

Ah, se você não sabe que eu sou escritora, leia sobre o meu livro AQUI e se quiser comprar é só acessar esse link AQUI.

Produções locais

Uma coisa que merece destaque é poder experimentar daquilo que é produzido perto da gente. Cometemos um erro muito grande de dar valor apenas a escritores e produtores de uma forma geral que sejam de cidades grandes e até mesmo outros países, mas o fato é que perto de nós há produções incríveis e coisas boas sendo produzidas! Precisamos começar a olhar com carinho para o que é local.

Tive a oportunidade de falar um pouco sobre meu livro e isso de ser autora independente para a EPTV e você pode conferir essa entrevista:

http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/bom-dia-cidade/videos/t/edicoes/v/autores-da-regiao-sao-destaque-na-flipocos/7587590/?fbclid=IwAR27LpZHyB_5I6pEE85sEeZdXnnGskmXyC5venY9XLUgVvjAdecKPrzTIA0

Ainda tenho mais posts para fazer sobre a Feira do Livro! Claro que saí cheia de livros lindos que merecem ser compartilhados por aqui hahaha

Enquanto isso, você pode ficar com o Podcast Rabiscos que faz um apanhado geral sobre como foi esses dias, é só clicar AQUI.