Dicas de viagem – Visto & passaporte

Nessa série de dicas de viagem achei importante falar sobre vistos e passaporte. Bom, o que você precisa saber é que eu posso te falar dos lugares que já conheço mais uma vez. 

Passaporte

O primeiro passo é sempre fazer um passaporte. Mesmo que alguns países não exijam o documento, considero importante porque com ele nunca tem problema de identificação. Países do Mercosul não exigem passaporte e é possível visitar só com identidade. Porém é aconselhável, se for possível e viável pra você, preparar o passaporte. 

O processo é simples, porém pago. 

Primeiro você vai precisar acessar a plataforma do Governo Federal – Passaporte. Lá você preenche uma guia e marca atendimento. Dica importante: fiz em São Paulo, capital e em Varginha, no Sul de Minas quando venceu. São Paulo é demorado e muito lotado, em Varginha gastei menos de 5 minutos. Então procure lugares e cidades que possam ser menos lotados, vale a pena. 

Acontece que pra marcar o atendimento é preciso pagar uma guia para a união de 260 reais. Você também vai precisar separar RG, CPF, Comprovante de residência, Certidão de nascimento,  título de eleitor e comprovante de votação da última eleição, primeiro e segundo turno. Para fazer o agendamento é só entrar aqui.

Com os documentos em mãos e agendado o atendimento você precisará apenas estar na hora marcada com o comprovante de pagamento da guia. Lá, pegarão seus documentos e depois te encaminharão para conferir os dados e tirar uma foto. Pronto. Agora é só voltar dali 12 dias para a retirada do passaporte. Atenção: a retirada é feita somente por você com o protocolo do último atendimento, pois você precisará assinar o documento. 

Visto

Depois do passaporte, se sua ideia é viajar pros EUA, o próximo passo é tão temido visto americano. Calma, não é bicho de sete cabeças, você precisa apenas de atenção. 

Primeiro vai preencher uma guia no site da embaixada americana, o chamado DS-160 – clique aqui para abrir a guia do site americano. Essa guia terá seus dados e algumas perguntas sobre você ser ou não terrorista. Também será gerada uma guia de pagamento só que essa é mais cara, de U$160 dólares. Isso, varia de acordo com a cotação mas de acordo com uma cotação do dólar a 4 reais, daria 640 reais. Salgado, né?

Depois da guia paga você consegue agendar a entrevista no consulado americano. O problema do visto, além do valor alto da guia, é que o processo é mais demorado. Serão dois dias em lugares diferentes para entrega de documento e entrevista. 

No primeiro agendamento você precisa levar todos os documentos solicitados, guia paga e esperar em uma fila para que seja chamada, os documentos sejam checados e uma foto seja feita. 

No segundo agendamento é a tão assustadora entrevista com o consulado americano. Lá irão te perguntar coisas da sua vida, propósito de conseguir o visto e coisas nesse sentido. Dica importante: leve documentos que comprove a sua necessidade de voltar ao Brasil, passagem de ida e volta, endereço de hospedagem no país. Ficar calmo também é importante porque eles realmente só querem saber seu propósito em ir pra fora do Brasil, se houver dúvidas sobre as possibilidades de volta ao Brasil, é claro que o visto pode ser negado. 

Depois da entrevista, o entrevistador vai informar se a solicitação do visto foi concedida ou não. Então é só esperar o documento chegar na sua casa. 

E aí, alguma dúvida sobre esses processos?

Dicas de viagem – Aéreo & hospedagem

Muitas pessoas me perguntam coisas sobre viagens e tudo mais. Se você me acompanha, sabe que já fui pros Estados Unidos duas vezes, uma pra Buenos Aires e agora estou passando um pouco mais de tempo em Buenos Aires, você pode entender melhor aqui.

Com isso, muitas pessoas me perguntam sobre como fiz e como consigo realizar essas viagens. O primeiro ponto é: muita pesquisa. Viajar pro exterior pode ser um sonho que parece distante, mas com planejamento não é impossível.

Planeje custo e trace metas da viagem

A primeira coisa que você deve fazer é planejar seus custos, óbvio. Se você ainda não tem um destino em mente e está planejando apenas fazer uma viagem te digo que você está com vantagens! Isso porque assim é possível encontrar destinos mais viáveis financeiramente que podem ser tão legais quanto os mais caros.

Pra isso é importante sempre analisar a moeda do país de destino e também traçar quais suas metas de viagem. Por exemplo, se seu foco é comprar coisas, a Argentina, apesar de um país com ótimo custo é uma péssima escolha. Por quê? Bom, porque a economia Argentina está de mal a pior, isso quer dizer que eles estão com muitas dificuldades de exportação e importação então não há uma quantidade muito grande de produtos comercializados. Se, entretanto, sua ideia for comprar artesanatos e produções locais no lugar das marcas, é sim uma ótima pedida.

No quesito compras no exterior, os Estados Unidos, obviamente, ganham em disparado. É claro que o ponto negativo é a alta crescente do dólar e que v ai te fazer converter tudo. Nesse caso a dica é: separe DINHEIRO para controlar os gastos e no caso de países mais caros, NUNCA use cartão de crédito.

Clima

Ah, algo muito importante: procure épocas que favoreçam. Ir pros Estados Unidos no frio pode ser lindo mas já pensou que talvez você não consiga sair de casa nessa época? É importante se atentar a isso.

Busca por passagem aérea e hospedagem

A busca de passagem aérea é algo que merece atenção redobrada. O clima é um dos fatores que pode alterar os preços das passagens. Algo muito óbvio é que em períodos como janeiro, julho, agosto e dezembro as passagens são mais caras.

O ideal para os Estados Unidos é entre Setembro e Novembro, acredito eu pelas minhas pesquisas de preço haha

A Argentina em contrapartida é sempre uma boa pedida porque os valores são baixos comparados a outros lugares, até mesmo em época de férias. Uma amiga pagou por uma passagem de São Paulo a Recife, nordeste do Brasil, em uma viagem de 20 dias o mesmo que paguei por uma viagem de São Paulo a Buenos Aires, em uma viagem de 2 meses com mala de 23 kg despachada.

Essa é a comparação que gosto de fazer sobre a Argentina: passagem área e hospedagem são bem baratos e os valores podem ser muito atrativos tratando-se de viagens de curto período. Quando fiquei quatro dias em Buenos Aires paguei coisa de 1000 reais em um pacote de viagem de incluía passagem+mala despachada+transfer do aeroporto+ hospedagem com café da manhã pelo site Hotel Urbano. Ou seja: compensa MUITO!

Mala despachada e bagagem de mão

Estou falando sobre mala despachada porque é um item que merece atenção. Atualmente, a maioria das companhias não dão mala despachada mais, ou seja, você pode levar apenas uma mala de mão de 10 kg. Para viagens curtas é super ok (aprendi só depois), mas pra viagens mais longas, como a minha de dois meses em época de frio é impossível. Por isso, se você for passar mais tempo fora, atente-se a esse quesito.

Para procurar passagens use ferramentas como: Decolar, Skyscanner e TurismoCity que podem te ajudar a achar o melhor preço. Ainda assim, se possível, procure uma agência já tendo mais ou menos o vôo e a companhia pesquisadas por essas ferramentas antes. Se você conseguir, pagar em dinheiro pode melhorar e muito o preço pago. O lado ruim é que você não terá milhas, mas vale a pena colocar na balança.

Hospedagem

Esse detalhe é muito importante. Como disse, fui pros Estados Unidos duas vezes, mais precisamente pra Orlando duas vezes!

Na primeira ficamos em um hotel onde o quarto era ótimo, praticamente um apartamento. Dois banheiros, dois quartos, sala de estar e mini cozinha. Era realmente ótimo mas era muito longe de tudo que precisávamos e de tudo que deveríamos ir. O lado positivo é que era do lado de um Aplebess então dava pra jantar ali.

Da segunda vez ficamos em um hotel na International Drive, uma das avenidas principais de Orlando e perto de absolutamente tudo. Em contrapartida, o quarto era bem pequeno.

Em Buenos Aires tivemos muita sorte. O hotel era na Avenida 9 de Julio, em frente o Obelisco e perto de todos os pontos turísticos. Fizemos tudo a pé. Dava pra ir na Casa Rosada, Porto Madeiro, Show de Tango, Recoleta e tudo mais somente andando um pouco. O quarto também era pequeno.

Pesando essas experiências na balança considero que um quarto confortável e grande é ótimo mas uma localização boa é muito melhor! Por isso, tente pesquisar ao máximo a localização de onde irá ficar pra conseguir diminuir os gastos com transporte por exemplo. Pra uma viagem a Buenos Aires eu aconselho MUITO esse hotel que fiquei, além da localização incrível, é do lado de um Starbucks e o preço é ótimo com um café da manhã simples e gostoso incluído. O nome do Hotel é Globales Republica.

Intercambio na Argentina

Se você me segue nas redes sociais já viu que tem uma semana que estou em Buenos Aires. Ainda tenho mais um tempo por aqui pois estou fazendo um intercâmbio profissional.

Como é esse intercâmbio?

Eu fiz parte da AIESEC, uma ONG de intercâmbio estudantil quando estava na faculdade em 2016. Eu era apaixonada pela organização mas na época, tentando conciliar faculdade, trabalho e atribuições na igreja decidi que não era mais o momento de fazer parte desse projeto incrível que você pode ler melhor sobre AQUI.

Mas acontece que sempre tive muita vontade de fazer algum intercâmbio com a AIESEC por entender o propósito da organização e também por serem intercâmbios de curta duração, sendo mais fácil de conciliar e óbvio, tendo um custo muito melhor.

A AIESEC vende três tipos de intercâmbios, o Voluntário Global, o Talento Global e o Empreendedor Global. Eu estava em dúvida entre dois: O voluntário e o empreendedor.

O Voluntário Global é um projeto onde você se aplica para fazer um intercâmbio de voluntariado em ONGs e pode durar de 6 a 12 semanas, mas geralmente são 6 mesmo.

Já o Empreendedor Global funciona como um trabalho mesmo em startups e geralmente são de 8 semanas. Ele é legal para quem, como eu, já é formado e quer viver uma experiência em outro país ou até mesmo como uma oportunidade de estágio. Tem um problema, o Empreendedor tem um processo mais difícil já que a empresa precisa aprovar o candidato como em uma vaga de empresa e advinha só, fui aprovada!

Sobre o meu projeto

Cada pessoa pode se aplicar para vagas e projetos que mais tenham a ver com suas habilidades e nos países que preferem. A AIESEC está presente em mais de 120 países então é possível achar vagas em qualquer lugar. Pelo que vivi na organização as maiores procuras são na América do Sul, por conta do valor e depois Egito. Muitas pessoas buscavam o Egito na minha época de membro!

Enfim, eu estava procurando algo em Buenos Aires. Quem me acompanha a mais tempo sabe que eu fiz uma viagem pra Argentina alguns anos atrás e fiquei apaixonada por lá mas foi tudo muito rapidinho então achei que seria uma boa oportunidade de conhecer melhor um país com um bom custo de vida. ( Você pode ver os posts da minha viagem para Buenos Aires AQUI).

Então, olhando no site da Aiesec e pesquisando as oportunidades encontrei uma de Marketing Digital em uma startup de passagens áreas em Buenos Aires. Essa oportunidade é de 8 semanas, dois meses e ainda tem acomodação. Um ponto importante é que não tem salário. No meu caso, tenho uma ajuda de custo mensal para transporte e coisas assim mas a alimentação é por minha conta.

O legal é que essa empresa é multicultura. Vou trabalhar com brasileiras, colombianas e óbvios, argentinas! Haha Segundo meu futuro chefe, é uma empresa divertida que joga e sai pra comer ( é disso que a gente gosta!).

É muito caro?

A relação de preço varia muito para o lugar que você está indo e o projeto que está se aplicando. Alguns projetos tem a acomodação e não tem alimentação, alguns tem os dois e outros não tem nada, então depende muito.

O que acontece é que a AIESEC cobra uma taxa pra fazer todo esse contato entre você e seu destino mas é muito acessível e se, como eu, você for pra países como a Argentina que o real vale mais, compensa DEMAIS! (Chegando a ficar até mais barato do que uma viagem para praias do nordeste do país, por exemplo!)

Quais são os requisitos para conseguir?

Os requisitos dependem muito. Como eu disse os projetos de voluntariado são mais tranquilos.

No meu caso precisei enviar currículo em inglês e fazer uma entrevista com alguém da empresa que me contrataria. O lado bom é que meu currículo tem muito a ver com a vaga, então eles gostaram de início. Assim é importante que se você for fazer um projeto de trabalho em startup já comece a procurar algo que tenha a ver com suas experiências profissionais ou sua profissão.

O que me falaram na entrevista foi que a vaga era para social media e também para produtor de conteúdo e eu amo e já trabalhei com essas duas coisas então facilita muito!

Outro requisito é ter de 18 a 30 anos

Se você quiser saber mais, deixe sua pergunta por aqui e acompanhe os próximos posts! Também dê uma olhada no site da AIESEC para entender melhor, te garanto que é muito legal! Vou deixando registrado aos poucos tudo sobre essa experiência, em breve este blog estará muito Argentino! hahaha

autoestima e vida cristã

A importância de falar sobre autoestima e vida com Deus

Nós (cristãos, essa conversa é com a gente)temos mania de achar que tudo é falta de Deus.

Autoestima baixa? “Ah, certamente a pessoa ainda não enxergou o amor de Deus por nós!” Mas a verdade é que esse tipo de afirmação só afasta as pessoas ainda mais de Deus. Pessoas muito próximas Dele tem muita dificuldade com autoestima. Isso porque ela está muito mais ligada a maneira que nos vemos do que a maneira como os outros nos veem.

Pessoas que tem baixa autoestima sabem de todo coração que são criadas à imagem e semelhança de Deus e que Ele as fez exatamente como queria que elas fossem. Esse não é o problema. O problema é que, apesar disso, elas não conseguem retribuir a si próprias o amor que lhes foi confiado por Deus. Não se transforma a autoestima de alguém que se acha feia, quando ela recebe um elogio dizendo que é bonita. É claro que isso é uma forma de ajudar, mas, a visão que a pessoa tem de si própria está muito mais relacionada a uma imagem distorcida que ela tem de si do que a maneira como as pessoas as enxergam.

Cristãos nessa conversa.

Precisamos acolher as pessoas ao invés de enxergar falta de Deus em tudo. Doenças emocionais, como a insegurança e a ansiedade, por exemplo, são doenças. E precisam de ajuda. Como cristãos devemos apontar o caminho e não liberar julgamento.

Precisamos entender que as pessoas lidam com autoestima a todo dia, todo momento, incessantemente. E isso não acontece porque temos mais ou menos de Deus. Isso acontece porque vivemos em uma construção social que nos mostra que devemos ser perfeitos. Como cristão precisamos mostrar que não existe perfeição e que tudo bem por isso. É sobre ser vulnerável e entender a vulnerabilidade do próximo. Quando aceitamos isso, aí sim vivemos o cristianismo.

Resenha- Orgulho&Preconceito

Uma forma de me sentir útil a mim mesma é tendo minhas leituras em dia então digamos que estou bem feliz de terminar esse livro que lhes vou contar hahah.

Orgulho e preconceito – Jane Austen

O livro Orgulho e Preconceito é bastante conhecido. Foi publicado, originalmente em inglês como Pride and Prejudice, em 1797. Sim, muito tempo!

Jane Austin nasceu na Inglaterra em 1775 e é um dos maiores nomes da literatura inglesa, do ladinho de Shakespeare. Jane publicou seu primeiro livro ainda com 17 anos.

Justamente pela época em que o livro foi escrito e pela época que ele relata, a Inglaterra no século 18, a linguagem usada é muito diferente dos romances de hoje. Tem um toque muito bonito.

Essa edição que eu li foi feita em 2017, então é bastante bonita, com uma capa que eu fiquei apaixonada e o preço foi apenas 15 reais.

O livro

Vamos ao livro então!

O livro relata as relações do século 18, principalmente sobre a importância do casamento pra época. Toda trama gira em torno de Elizabeth e sua família.

Conta o desespero da mãe de Eliza para que todas as 5 filhas casem bem – e cedo. O interessante dessa história é perceber como hoje, graças a Deus rs, as coisas mudaram em relação à necessidade de um casamento.

É muito claro no livro que naquela época as pessoas se casavam mesmo sem se conhecer direito, só pela necessidade de fazer um bom casamento, com famílias que se conhecem e que possam agregar financeiramente.

A história de Eliza e suas irmãs retratam o desespero de um delas para casar logo, de outra em conquistar o amado e de Eliza de de fato ter alguém legal por perto.

É engraçado perceber o quanto mudamos, o quanto evoluímos como humanidade. A história retrata uma época em que a comunicação era feita por carta, o transporte era feito por carruagens e o beijo era só quando os dois estivessem casados.

Confesso que achei o começo um pouco parado, mas do meio ao final do livro foi uma leitura que gostei e me apeguei bastante aos personagens. É uma leitura muito gostosa e que te faz imaginar casas e roupas de época, paisagens da Inglaterra e jardins floridos!

E você, já leu esse livro ou algum outro da Jane Austen?

Preço real e consumo consciente

Existe um preço real sobre tudo que compramos. Não, não é o preço que está na etiqueta. É o preço das mãos que trabalharam para fazer cada peça.

Preço de vidas

Você sabia que a maioria das roupas que compramos são feitas por mulheres em Bangladesh que recebem cerca 2 dólares por dia? Você sabia que as indústrias têxtil são as que mais geram acidentes de trabalho por terem seus prédios em condições precárias e muitas terem desabado e matado centenas de pessoas? Você sabia que mulheres recebem 10 dólares por mês de salário em algumas indústrias da Índia para produzir roupas que vamos comprar na Hsm, Top Shop, Forever 21 e tantas outras fast fashion ao redor do mundo?

Por que estou falando isso? Porque há um preço muito maior do que os das etiquetas quando compramos um produto. Há preço de vidas que estão gastando tempo e saúde pra produzir pra nós. Há um preço bem maior.

Tem um documentário na Netflix que chama The True Cost que fala exatamente sobre esse assunto, sobre a indústria têxtil e consumo. Te garanto que te fará pensar antes de consumir qualquer coisa.

Meio ambiente

Há um outro preço que preciso falar sobre! O preço do lixo que produzimos sempre que trazemos algo pra casa.

Pensa comigo: você compra um batom. A atendente vai colocá-lo dentro de uma sacolinha pra você levar pra casa. É bem provável que ele venha em uma caixinha. Se você pagou com cartão terá o comprovante da compra e a nota fiscal. Até agora, comprando um batom, temos 4 lixos: a caixinha do batom, a sacolinha e os dois comprovantes.

Só que tem um problema: o batom acaba! E com isso geramos mais o lixo da embalagem. Percebe quanto lixo produzimos em pequenas compras?

Com as roupas temos o mesmo problema. O descarte é sempre um problema. Tecidos não são biodegradáveis na maioria das vezes e por isso o descarte se torna poluente.

Me preocupo com isso porque vejo que não temos muito limite para comprar coisas, eu também sou assim! O problema é: por que estamos comprando?

Por que alguma indústria nos vendeu que o que temos não é suficiente? Por que fomos ensinados que se está barato é melhor comprar? Por que precisamos preencher vazios com coisas?

Pode parecer muito forte falar tudo isso mas a verdade é que há um preço em tudo que compramos. Um preço muito maior do que o que pagamos.

Um preço pela destruição da natureza, um preço das mãos que trabalham na produção, um preço de preencher nossos vazios com coisas, com compras.

Te convido hoje a fazer uma reflexão sobre o que você realmente precisa e sobre o que você acha que precisa. Sobre o quanto de lixo você já produziu até agora e mais: sobre o quanto isso te preencheu.

Consumo consciente

Consumo consciente não é parar de comprar coisas mas sim entender que tudo que eu compro tem um preço maior por trás e por isso eu preciso escolher bem o que comprar.

Consumo consciente não é sobre poder ou não poder comprar, sobre banir marcas ( e isso é necessário pra ajudar na erradicação do trabalho escravo), não é ter no guarda roupa a paleta de cores: branco-cinza- preto. Mas é entender que o que temos não pode nos possuir. O que temos não pode ser mais essencial do que o que somos.

Tudo que temos vira LIXO! Nossas peças favoritas, nossos eletrônicos, roupas caras ou baratas, uma hora tudo vira lixo! E aí, pra onde vamos mandar todo esse lixo? Qual será o impacto dele no mundo e no planeta? Será que há meios de colaborarmos pra diminuição de lixo no mundo?

Se a resposta foi sim, então você entendeu o que é consumo consciente.

Flipoços – LIVROS

Como eu disse no post anterior sobre o Flipoços (LINK), esse evento me fez voltar pra casa com ótimos exemplares (como se eu já não tivesse uma lista de livros esperando para serem lidos!). O que acontece é que de fato os preços valem muito a pena e é possível comprar livros por 5, 10 e até 3 por 10 reais!

3 por 10

Falando em três livros por 10 reais eu não perderia essa chance!

O que aconteceu foi que eu estava olhando como quem não queria nada quando achei o livro Dissipada – memórias de uma anorética e bulímica – de Marya Hornbacher. Esse livro tem muito a ver com o que eu falo e com o livro que eu escrevi. (Saiba mais ) Porém eu estava em uma banca de sebo, em que os livros eram vendidos de 3 em 3 então fui OBRIGADA  a pegar outros dois hahhaa

Minhas duas escolhas foram Gente Famosa de Claudia Pattison que conta as aventuras e desventuras de Ruby Lake, uma repórter de celebridades e Confissões de uma banda de Nina Malkin que é bem adolescente mas achei que pudesse ser legal e que tem uma capa bem bonita!

Poesias

Adquiri dois livros de Poesia, um do escritor Poços Caldense Tadeu Rodrigues o livro A utilidade do rascunho e também da escritora Rupi Kaur o livro O que o sol faz com as flores que eu paguei apenas 15 reais em uma edição especial de capa dura, ilustrada e bilíngue ( com uma parte em inglês).

Trocas com escritores

No primeiro dia do Flipoços tivemos a roda de conversa com escritores locais e depois que acabou um autor – que então eu não sabia que era – me perguntou o que eu achava de trocar o meu livro por um dele. Achei incrível e troquei.

O livro é Eu não sei ter e o autor é Marcelo Candido.

Houve mais uma troca entre autores! Haha Um expositor que ficava no estande em frente o meu se interessou pelo meu livro e então trocamos mais uma vez. Seu livro Meio-fio é um romance escrito por ele, Antonio Sanz e a filha Jéssica Sanz.

Então no final das contas saí com 7 livros novos para aproveitar! Tenho alguns ainda na fila de espera mas tenho fé que darei conta de todos ainda esse ano! hahaha

flipoços - escritoes locais

Flipoços – Feira Nacional do Livro

Flipoços – escritores locais

Para quem é da minha cidade, Poços de Caldas, no Sul de Minas, sabe que aconteceu recentemente a Feira Nacional do Livro. Esse é, eu acredito, o maior evento de Poços e também uma das maiores Feiras Nacionais do Livro!

E olha, pra quem está realmente envolvido, acompanha as palestras é um evento sem descanso! Hahaha As palestras acontecem de manhã, à tarde e à noite e ainda tem muitas oficinas e outros eventos em pontos da cidade que também englobam o Flipoços! É uma loucura boa!

Posso falar isso porque esse ano fiquei no estande de escritores Poços Caldenses e digo  que é uma experiência incrível! Além da oportunidade de expor o nosso trabalho em um evento grande como esse e poder vender de pertinho pros leitores, é uma ótima maneira de conhecer outros escritores, trocar experiências e aprender muito!

Segurando meu livro no mural do Flipoços

Ah, se você não sabe que eu sou escritora, leia sobre o meu livro AQUI e se quiser comprar é só acessar esse link AQUI.

Produções locais

Uma coisa que merece destaque é poder experimentar daquilo que é produzido perto da gente. Cometemos um erro muito grande de dar valor apenas a escritores e produtores de uma forma geral que sejam de cidades grandes e até mesmo outros países, mas o fato é que perto de nós há produções incríveis e coisas boas sendo produzidas! Precisamos começar a olhar com carinho para o que é local.

Tive a oportunidade de falar um pouco sobre meu livro e isso de ser autora independente para a EPTV e você pode conferir essa entrevista:

http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/bom-dia-cidade/videos/t/edicoes/v/autores-da-regiao-sao-destaque-na-flipocos/7587590/?fbclid=IwAR27LpZHyB_5I6pEE85sEeZdXnnGskmXyC5venY9XLUgVvjAdecKPrzTIA0

Ainda tenho mais posts para fazer sobre a Feira do Livro! Claro que saí cheia de livros lindos que merecem ser compartilhados por aqui hahaha

Enquanto isso, você pode ficar com o Podcast Rabiscos que faz um apanhado geral sobre como foi esses dias, é só clicar AQUI.

Você não vai ser amada só quando se amar

“Quando você se amar, receberá amor também” ou “ só pode receber amor, quem se ama”. Quantas vezes você ouviu frases assim? Esses clichês que dizem que você só recebe amor, quando se ama? Quantas vezes você viu alguma poesia ou quadrinho que dizia que o amor só chega pra quem se ama?

Pois é, mas tudo isso é mentira. Até porque não existe uma fórmula que leve para o caminho do amor próprio. Não existe uma maneira de deixar esse processo mais rápido e o caminho menos estreito. E se o amor da sua vida aparecer pelo caminho? Ele vai ter que esperar que o processo esteja completo para que então você receba amor? Que lógica é essa? Será que uma outra pessoa não pode enxergar em nós o amor que nós não enxergamos?

Será que nossas qualidades, nosso caráter e nossa beleza – que vai além do externo – só ficam aparente pro outro quando nós enxergamos quem somos e tudo de bom que temos que nos faz tão nós mesmos? Não. Não existe isso.

O amor não é um espelho, onde você precisa refletir pra receber. E posso te falar? Se for assim, não é amor. Amor não exige trocas, amor doa sem receber nada.

Muitas vezes as pessoas que não se amam e vivem uma luta em busca de amor próprio e autoestima são as que mais amam as pessoas. Elas amam o outro. Mas não se amam. E isso não faz delas menos merecedoras de amor. Isso não as coloca em uma fila de espera classificada para pessoas “ só receberei amor quando me amar”. Não funciona assim.

A verdade é que, quem te amar de verdade, vai amar tudo em você. Vai enxergar a sua beleza que você não vê e vai mostrá-la ao mundo até que, aos poucos, você passe a ver também. Quem te ama de verdade, vai amar suas crises. Vai amar suas recaídas. Não porque gosta de ver assim, mas porque sabe que isso faz parte de você e que você está em um processo demorado pra se olhar de outro jeito. Vai te admirar por seguir lutando e enfrentando tudo isso. E vai ver beleza.

Porque você merece ser amada, até quando todo amor que você tem não é destinado a você. Tudo bem. Uma hora você recebe uma parcela desse amor. Mas você merece ser amada, até quando não se amar. Não, você merece ser amada PRINCIPALMENTE quando não se amar.

coisas que você aprende com as expectativas

Coisas que a vida ensina sobre expectativas

Eu lembro que devia ser março também. Eu acordei e coloquei uma playlist, daquelas que a gente sempre coloca quando sabe que tá meio triste. E eu estava. Estava também cheia de expectativas quebradas.

A primeira música que tocou em modo aleatório dizia: ” Did you ever feel the pain in the morning rain?” ( Você já sentiu a dor numa manhã de chuva?). Uma das músicas do Oasis que eu mais gosto. E sim, estava chovendo e eu sentia dor. Mas não dessas que a gente sente quando o tempo muda. Era dessas dor que a gente sente quando se sente insuficiente, sabe?

Quando a gente sabe que dói dentro é mais difícil. E doía como se o mundo fosse acabar. Era uma dor constante que durou dias, quase meses. Porque quando a dor é de dentro são poucos remédios que aliviam.

Mas o fato é que era dessas dores que a gente sente quando algo que a gente colocou expectativas acaba. E acho que é sobre isso que eu vou falar. A gente precisa ter cuidado com o quanto de nós entregamos ao outro. Também é nossa responsabilidade aquilo que permitimos que os outros façam de nós.

Hoje, toda vez que escuto essa música lembro o quanto doía. Mas não doí mais, isso também é parte do processo: lembrar da dor sem senti-la. E sem se sentir insuficiente por causa dela. Eu lembro que naquele momento eu me sentia insuficiente, tão insuficiente a ponto de doer.

Entenda o seu processo

Eu precisei de fato entender o que eu tava passando pra poder passar pelo processo. Às vezes, o que acontece fora de nós é um reflexo de como nos sentimos por dentro. Quando criamos muitas expetativas pode ser sinal que, de fato, há algo que precisa ser preenchido em nós e naquele momento eu vivia me sentindo tão insuficiente que eu achei que ter alguém do lado me faria me sentir melhor, suficiente pra alguém já que pra mim não estava dando certo. E é aí que está o erro!

A gente não consegue ser pro outro aquilo que não somos por nós mesmos. É errado entregar tudo de nós pra satisfazer tudo do outro porque ele pode ir embora e aí, sabe quem fica? Nós mesmos!

Sozinhos. Esperando que outra pessoa venha preencher a nossa insuficiência. Mas saiba que isso só pode ser resolvido por você. Eu falei uma vez sobre amor próprio e de fato, só olhando pra nós mesmos de forma mais amorosa é que podemos suprir as expectativas que colocamos no outro sobre a nossa própria vida.

Mas tem uma coisa que a gente precisa ser dar conta: não podemos colocar tudo que nós somos nas mãos de outra pessoa. Porque é bem provável que ela esteja lutando um milhão de batalhas que nós não conhecemos e porque é falta de responsabilidade emocional quando decidimos ser apenas passivos da nossa própria vida.

É sua responsabilidade entender seus processos, aceitá-los e agir para que eles seja concluídos. É importante tomar uma atitude, decidir o caminho, olhar pra si mesmo com suficiência e amor.

Seja vulnerável ao que sente e entenda de onde vem suas expectativas

Por ter feito tudo isso, por ter entendido quem eu era e o que eu estava fazendo naquele momento que hoje escutando a mesma música e me lembrando de quanto doeu tudo aquilo, não sinto mais dor. Foi porque eu passei pelo processo. É sobre aquele negócio de sofrer mas não fazer isso pra sempre, como falo nesse texto aqui.

Por último queria te falar que as coisas que você aprende criando expectativas é que elas não podem estar em outra pessoa. Às vezes é necessário agir com responsabilidade emocional e consciência dos seus processos e suas raízes. A única pessoa que pode transformar suas dores em histórias pra contar é você mesma! Comece!