Resenha- Orgulho&Preconceito

Uma forma de me sentir útil a mim mesma é tendo minhas leituras em dia então digamos que estou bem feliz de terminar esse livro que lhes vou contar hahah.

Orgulho e preconceito – Jane Austen

O livro Orgulho e Preconceito é bastante conhecido. Foi publicado, originalmente em inglês como Pride and Prejudice, em 1797. Sim, muito tempo!

Jane Austin nasceu na Inglaterra em 1775 e é um dos maiores nomes da literatura inglesa, do ladinho de Shakespeare. Jane publicou seu primeiro livro ainda com 17 anos.

Justamente pela época em que o livro foi escrito e pela época que ele relata, a Inglaterra no século 18, a linguagem usada é muito diferente dos romances de hoje. Tem um toque muito bonito.

Essa edição que eu li foi feita em 2017, então é bastante bonita, com uma capa que eu fiquei apaixonada e o preço foi apenas 15 reais.

O livro

Vamos ao livro então!

O livro relata as relações do século 18, principalmente sobre a importância do casamento pra época. Toda trama gira em torno de Elizabeth e sua família.

Conta o desespero da mãe de Eliza para que todas as 5 filhas casem bem – e cedo. O interessante dessa história é perceber como hoje, graças a Deus rs, as coisas mudaram em relação à necessidade de um casamento.

É muito claro no livro que naquela época as pessoas se casavam mesmo sem se conhecer direito, só pela necessidade de fazer um bom casamento, com famílias que se conhecem e que possam agregar financeiramente.

A história de Eliza e suas irmãs retratam o desespero de um delas para casar logo, de outra em conquistar o amado e de Eliza de de fato ter alguém legal por perto.

É engraçado perceber o quanto mudamos, o quanto evoluímos como humanidade. A história retrata uma época em que a comunicação era feita por carta, o transporte era feito por carruagens e o beijo era só quando os dois estivessem casados.

Confesso que achei o começo um pouco parado, mas do meio ao final do livro foi uma leitura que gostei e me apeguei bastante aos personagens. É uma leitura muito gostosa e que te faz imaginar casas e roupas de época, paisagens da Inglaterra e jardins floridos!

E você, já leu esse livro ou algum outro da Jane Austen?

Preço real e consumo consciente

Existe um preço real sobre tudo que compramos. Não, não é o preço que está na etiqueta. É o preço das mãos que trabalharam para fazer cada peça.

Preço de vidas

Você sabia que a maioria das roupas que compramos são feitas por mulheres em Bangladesh que recebem cerca 2 dólares por dia? Você sabia que as indústrias têxtil são as que mais geram acidentes de trabalho por terem seus prédios em condições precárias e muitas terem desabado e matado centenas de pessoas? Você sabia que mulheres recebem 10 dólares por mês de salário em algumas indústrias da Índia para produzir roupas que vamos comprar na Hsm, Top Shop, Forever 21 e tantas outras fast fashion ao redor do mundo?

Por que estou falando isso? Porque há um preço muito maior do que os das etiquetas quando compramos um produto. Há preço de vidas que estão gastando tempo e saúde pra produzir pra nós. Há um preço bem maior.

Tem um documentário na Netflix que chama The True Cost que fala exatamente sobre esse assunto, sobre a indústria têxtil e consumo. Te garanto que te fará pensar antes de consumir qualquer coisa.

Meio ambiente

Há um outro preço que preciso falar sobre! O preço do lixo que produzimos sempre que trazemos algo pra casa.

Pensa comigo: você compra um batom. A atendente vai colocá-lo dentro de uma sacolinha pra você levar pra casa. É bem provável que ele venha em uma caixinha. Se você pagou com cartão terá o comprovante da compra e a nota fiscal. Até agora, comprando um batom, temos 4 lixos: a caixinha do batom, a sacolinha e os dois comprovantes.

Só que tem um problema: o batom acaba! E com isso geramos mais o lixo da embalagem. Percebe quanto lixo produzimos em pequenas compras?

Com as roupas temos o mesmo problema. O descarte é sempre um problema. Tecidos não são biodegradáveis na maioria das vezes e por isso o descarte se torna poluente.

Me preocupo com isso porque vejo que não temos muito limite para comprar coisas, eu também sou assim! O problema é: por que estamos comprando?

Por que alguma indústria nos vendeu que o que temos não é suficiente? Por que fomos ensinados que se está barato é melhor comprar? Por que precisamos preencher vazios com coisas?

Pode parecer muito forte falar tudo isso mas a verdade é que há um preço em tudo que compramos. Um preço muito maior do que o que pagamos.

Um preço pela destruição da natureza, um preço das mãos que trabalham na produção, um preço de preencher nossos vazios com coisas, com compras.

Te convido hoje a fazer uma reflexão sobre o que você realmente precisa e sobre o que você acha que precisa. Sobre o quanto de lixo você já produziu até agora e mais: sobre o quanto isso te preencheu.

Consumo consciente

Consumo consciente não é parar de comprar coisas mas sim entender que tudo que eu compro tem um preço maior por trás e por isso eu preciso escolher bem o que comprar.

Consumo consciente não é sobre poder ou não poder comprar, sobre banir marcas ( e isso é necessário pra ajudar na erradicação do trabalho escravo), não é ter no guarda roupa a paleta de cores: branco-cinza- preto. Mas é entender que o que temos não pode nos possuir. O que temos não pode ser mais essencial do que o que somos.

Tudo que temos vira LIXO! Nossas peças favoritas, nossos eletrônicos, roupas caras ou baratas, uma hora tudo vira lixo! E aí, pra onde vamos mandar todo esse lixo? Qual será o impacto dele no mundo e no planeta? Será que há meios de colaborarmos pra diminuição de lixo no mundo?

Se a resposta foi sim, então você entendeu o que é consumo consciente.

Flipoços – LIVROS

Como eu disse no post anterior sobre o Flipoços (LINK), esse evento me fez voltar pra casa com ótimos exemplares (como se eu já não tivesse uma lista de livros esperando para serem lidos!). O que acontece é que de fato os preços valem muito a pena e é possível comprar livros por 5, 10 e até 3 por 10 reais!

3 por 10

Falando em três livros por 10 reais eu não perderia essa chance!

O que aconteceu foi que eu estava olhando como quem não queria nada quando achei o livro Dissipada – memórias de uma anorética e bulímica – de Marya Hornbacher. Esse livro tem muito a ver com o que eu falo e com o livro que eu escrevi. (Saiba mais ) Porém eu estava em uma banca de sebo, em que os livros eram vendidos de 3 em 3 então fui OBRIGADA  a pegar outros dois hahhaa

Minhas duas escolhas foram Gente Famosa de Claudia Pattison que conta as aventuras e desventuras de Ruby Lake, uma repórter de celebridades e Confissões de uma banda de Nina Malkin que é bem adolescente mas achei que pudesse ser legal e que tem uma capa bem bonita!

Poesias

Adquiri dois livros de Poesia, um do escritor Poços Caldense Tadeu Rodrigues o livro A utilidade do rascunho e também da escritora Rupi Kaur o livro O que o sol faz com as flores que eu paguei apenas 15 reais em uma edição especial de capa dura, ilustrada e bilíngue ( com uma parte em inglês).

Trocas com escritores

No primeiro dia do Flipoços tivemos a roda de conversa com escritores locais e depois que acabou um autor – que então eu não sabia que era – me perguntou o que eu achava de trocar o meu livro por um dele. Achei incrível e troquei.

O livro é Eu não sei ter e o autor é Marcelo Candido.

Houve mais uma troca entre autores! Haha Um expositor que ficava no estande em frente o meu se interessou pelo meu livro e então trocamos mais uma vez. Seu livro Meio-fio é um romance escrito por ele, Antonio Sanz e a filha Jéssica Sanz.

Então no final das contas saí com 7 livros novos para aproveitar! Tenho alguns ainda na fila de espera mas tenho fé que darei conta de todos ainda esse ano! hahaha

flipoços - escritoes locais

Flipoços – Feira Nacional do Livro

Flipoços – escritores locais

Para quem é da minha cidade, Poços de Caldas, no Sul de Minas, sabe que aconteceu recentemente a Feira Nacional do Livro. Esse é, eu acredito, o maior evento de Poços e também uma das maiores Feiras Nacionais do Livro!

E olha, pra quem está realmente envolvido, acompanha as palestras é um evento sem descanso! Hahaha As palestras acontecem de manhã, à tarde e à noite e ainda tem muitas oficinas e outros eventos em pontos da cidade que também englobam o Flipoços! É uma loucura boa!

Posso falar isso porque esse ano fiquei no estande de escritores Poços Caldenses e digo  que é uma experiência incrível! Além da oportunidade de expor o nosso trabalho em um evento grande como esse e poder vender de pertinho pros leitores, é uma ótima maneira de conhecer outros escritores, trocar experiências e aprender muito!

Segurando meu livro no mural do Flipoços

Ah, se você não sabe que eu sou escritora, leia sobre o meu livro AQUI e se quiser comprar é só acessar esse link AQUI.

Produções locais

Uma coisa que merece destaque é poder experimentar daquilo que é produzido perto da gente. Cometemos um erro muito grande de dar valor apenas a escritores e produtores de uma forma geral que sejam de cidades grandes e até mesmo outros países, mas o fato é que perto de nós há produções incríveis e coisas boas sendo produzidas! Precisamos começar a olhar com carinho para o que é local.

Tive a oportunidade de falar um pouco sobre meu livro e isso de ser autora independente para a EPTV e você pode conferir essa entrevista:

http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/bom-dia-cidade/videos/t/edicoes/v/autores-da-regiao-sao-destaque-na-flipocos/7587590/?fbclid=IwAR27LpZHyB_5I6pEE85sEeZdXnnGskmXyC5venY9XLUgVvjAdecKPrzTIA0

Ainda tenho mais posts para fazer sobre a Feira do Livro! Claro que saí cheia de livros lindos que merecem ser compartilhados por aqui hahaha

Enquanto isso, você pode ficar com o Podcast Rabiscos que faz um apanhado geral sobre como foi esses dias, é só clicar AQUI.

Você não vai ser amada só quando se amar

“Quando você se amar, receberá amor também” ou “ só pode receber amor, quem se ama”. Quantas vezes você ouviu frases assim? Esses clichês que dizem que você só recebe amor, quando se ama? Quantas vezes você viu alguma poesia ou quadrinho que dizia que o amor só chega pra quem se ama?

Pois é, mas tudo isso é mentira. Até porque não existe uma fórmula que leve para o caminho do amor próprio. Não existe uma maneira de deixar esse processo mais rápido e o caminho menos estreito. E se o amor da sua vida aparecer pelo caminho? Ele vai ter que esperar que o processo esteja completo para que então você receba amor? Que lógica é essa? Será que uma outra pessoa não pode enxergar em nós o amor que nós não enxergamos?

Será que nossas qualidades, nosso caráter e nossa beleza – que vai além do externo – só ficam aparente pro outro quando nós enxergamos quem somos e tudo de bom que temos que nos faz tão nós mesmos? Não. Não existe isso.

O amor não é um espelho, onde você precisa refletir pra receber. E posso te falar? Se for assim, não é amor. Amor não exige trocas, amor doa sem receber nada.

Muitas vezes as pessoas que não se amam e vivem uma luta em busca de amor próprio e autoestima são as que mais amam as pessoas. Elas amam o outro. Mas não se amam. E isso não faz delas menos merecedoras de amor. Isso não as coloca em uma fila de espera classificada para pessoas “ só receberei amor quando me amar”. Não funciona assim.

A verdade é que, quem te amar de verdade, vai amar tudo em você. Vai enxergar a sua beleza que você não vê e vai mostrá-la ao mundo até que, aos poucos, você passe a ver também. Quem te ama de verdade, vai amar suas crises. Vai amar suas recaídas. Não porque gosta de ver assim, mas porque sabe que isso faz parte de você e que você está em um processo demorado pra se olhar de outro jeito. Vai te admirar por seguir lutando e enfrentando tudo isso. E vai ver beleza.

Porque você merece ser amada, até quando todo amor que você tem não é destinado a você. Tudo bem. Uma hora você recebe uma parcela desse amor. Mas você merece ser amada, até quando não se amar. Não, você merece ser amada PRINCIPALMENTE quando não se amar.

coisas que você aprende com as expectativas

Coisas que a vida ensina sobre expectativas

Eu lembro que devia ser março também. Eu acordei e coloquei uma playlist, daquelas que a gente sempre coloca quando sabe que tá meio triste. E eu estava. Estava também cheia de expectativas quebradas.

A primeira música que tocou em modo aleatório dizia: ” Did you ever feel the pain in the morning rain?” ( Você já sentiu a dor numa manhã de chuva?). Uma das músicas do Oasis que eu mais gosto. E sim, estava chovendo e eu sentia dor. Mas não dessas que a gente sente quando o tempo muda. Era dessas dor que a gente sente quando se sente insuficiente, sabe?

Quando a gente sabe que dói dentro é mais difícil. E doía como se o mundo fosse acabar. Era uma dor constante que durou dias, quase meses. Porque quando a dor é de dentro são poucos remédios que aliviam.

Mas o fato é que era dessas dores que a gente sente quando algo que a gente colocou expectativas acaba. E acho que é sobre isso que eu vou falar. A gente precisa ter cuidado com o quanto de nós entregamos ao outro. Também é nossa responsabilidade aquilo que permitimos que os outros façam de nós.

Hoje, toda vez que escuto essa música lembro o quanto doía. Mas não doí mais, isso também é parte do processo: lembrar da dor sem senti-la. E sem se sentir insuficiente por causa dela. Eu lembro que naquele momento eu me sentia insuficiente, tão insuficiente a ponto de doer.

Entenda o seu processo

Eu precisei de fato entender o que eu tava passando pra poder passar pelo processo. Às vezes, o que acontece fora de nós é um reflexo de como nos sentimos por dentro. Quando criamos muitas expetativas pode ser sinal que, de fato, há algo que precisa ser preenchido em nós e naquele momento eu vivia me sentindo tão insuficiente que eu achei que ter alguém do lado me faria me sentir melhor, suficiente pra alguém já que pra mim não estava dando certo. E é aí que está o erro!

A gente não consegue ser pro outro aquilo que não somos por nós mesmos. É errado entregar tudo de nós pra satisfazer tudo do outro porque ele pode ir embora e aí, sabe quem fica? Nós mesmos!

Sozinhos. Esperando que outra pessoa venha preencher a nossa insuficiência. Mas saiba que isso só pode ser resolvido por você. Eu falei uma vez sobre amor próprio e de fato, só olhando pra nós mesmos de forma mais amorosa é que podemos suprir as expectativas que colocamos no outro sobre a nossa própria vida.

Mas tem uma coisa que a gente precisa ser dar conta: não podemos colocar tudo que nós somos nas mãos de outra pessoa. Porque é bem provável que ela esteja lutando um milhão de batalhas que nós não conhecemos e porque é falta de responsabilidade emocional quando decidimos ser apenas passivos da nossa própria vida.

É sua responsabilidade entender seus processos, aceitá-los e agir para que eles seja concluídos. É importante tomar uma atitude, decidir o caminho, olhar pra si mesmo com suficiência e amor.

Seja vulnerável ao que sente e entenda de onde vem suas expectativas

Por ter feito tudo isso, por ter entendido quem eu era e o que eu estava fazendo naquele momento que hoje escutando a mesma música e me lembrando de quanto doeu tudo aquilo, não sinto mais dor. Foi porque eu passei pelo processo. É sobre aquele negócio de sofrer mas não fazer isso pra sempre, como falo nesse texto aqui.

Por último queria te falar que as coisas que você aprende criando expectativas é que elas não podem estar em outra pessoa. Às vezes é necessário agir com responsabilidade emocional e consciência dos seus processos e suas raízes. A única pessoa que pode transformar suas dores em histórias pra contar é você mesma! Comece!

Feliz dia das mulheres?

Se a gente precisa de um dia internacional pra saber que as mulheres devem ser respeitadas e dever ter os direitos básicos assegurados é porque muitas mulheres precisaram ser infelizes. Não é um pouco estranho pensar que PRECISA existir um dia para que as mulheres sejam minimamente ouvidas? Isso é um sinal claro que, em todos os outros 364 dias mulheres são caladas, oprimidas, espancadas e mortas. Isso é o machismo e isso é a necessidade de lutar, nem que seja um pouco, por um mundo mais igualitário.

Mas quando surge o Dia das Mulheres?

O começo de tudo acontece em 1909 quando algumas mulheres decidem ir às ruas dos Estados Unidos para lutar por seus direitos. Nesse contexto, as mulheres trabalhavam muitas horas a mais (chegando a 15 horas trabalhadas) que os homens e ganhavam muito menos que eles. Além disso, elas NUNCA ocupavam cargos de chefia. Com essa primeira passeata, as mulheres francesas também tomaram coragem e saíram às ruas para lutar por direitos. As mulheres também não tinham o direito de voto até então.

É importante lembrar que nesse contexto o feminismo ainda era muito elitista. As mulheres brancas saiam às ruas para lutar por direitos no mercado de trabalho enquanto as mulheres negras nem podiam trabalhar fora de casas de famílias. Enquanto as mulheres negras ficavam nas casas cuidando das crianças, as mulheres brancas saiam às ruas. Por isso o início do movimento feminista foi considerado elitista e depois teve seus desdobramentos para abraças TODAS as mulheres de fato.

O fato em questão é que, já empoderadas por ir às ruas essas mulheres começaram a se unir e em março de 1911 um acontecimento cruel e trágico deu ainda mais força ao movimento: um incêndio numa fábrica têxtil de Nova York matou 123 mulheres que trabalham em condições precárias, com equipamentos sem nenhuma segurança, longas jornadas e sem direito à licença maternidade, por exemplo. Essa tragédia foi um alerta para outras mulheres. Quantas morreriam mais ?

Dia 08 de março

Apesar do movimento feminista americano já estar decidido a celebrar as mulheres em um dia específico, foi um acontecimento russo que de fato oficializou o dia. No dia 08 de março de 1917 em plena Primeira Guerra Mundial, operárias de indústrias têxteis entraram em greve. Elas lutavam não só por condições trabalhistas, mas por comida, pela volta de seus maridos da guerra e também contra o Governo. Essa greve foi o estopim para a Revolução Russa.

A partir de então, todo dia 08 de março passou a ser um lembrete que as mulheres importam.

Mas como é isso hoje?

A luta continua. Ainda hoje as mulheres precisam lutar pelo básico: ganhar o mesmo salário que homens que ocupam o mesmo cargo, serem levadas a sério não pela aparência e sim pelo que são de fato, lutam contra os padrões opressivos, contra o medo de sair na rua, contra assédio e contra o feminicídio.

Aliás, só esse ano foram mais de 200 casos de feminicídio. Se você não sabe, feminícidio é um crime de ódio motivado simplesmente por as vítimas serem mulheres.

Os dados atuais mostram que UMA MULHER É MORTA A CADA DUAS HORAS NO BRASIL.

Então, de fato o que as mulheres precisam não são flores no dia 08 de março.

Como podemos mudar essa realidade

Para os homens: 

Sabe aquele menina que você achou bonita na rua? Não assobia pra ela não. Não faça absolutamente nada que fará ela se sentir um objeto e constrangida. Isso não fará que ela volte e queira viver um romance com você. Isso fará apenas que ela sinta NOJO de você. Não é pela sua mãe, pela sua filha, pela sua irmã. É porque ela é uma mulher e merece RESPEITO.

Viu um brother tratando mal a namorada? Mete a colher sim! Fala pra ele parar, fala que não tá legal e que ele tá sendo um babaca. Chame a polícia! Não deixe que o sangue de mais um feminicídio caia enquanto você assiste.

Também, respeite. Não é não. Ela não quis? Alguém vai querer! Não culpe a menina. Não fale que ela não presta, é louca, tava querendo, provocou. Seja homem e respeite.

Para as mulheres:

Não culpe outras mulheres. Não seja aquela que aponta e sim aquela que empodera. Seja amiga, seja acolhedora e escute outras mulheres. Siga mulheres, compre coisas de mulheres, leia, escute e exalte mulheres. Seja você uma motivadora de mulheres.

E mais uma vez: não se omita em casos que acontecem do seu lado. Proteja suas amigas de entrar em estatísticas de feminicídio. Meta a colher. Não deixe passar.

Acredite que pode! Ocupe lugares, tome espaços, acredite na sua voz! Empodere-se para empoderar outras!

Empodere-se!

Quero deixar aqui algumas coisas para te empoderar. O primeiro é esse post sobre a Reforma Protestante só com mulheres que mudaram o contexto. Clica aqui. 

Segundo:já assistiu o filme da Frida? Tem na Netflix, é forte, lindo e empoderador!

Terceiro: quer entender mais sobre o feminismo? Se inscreva no canal da Victoria Ferreira porque ela explica os temas de forma bem fácil. É só entrar na playlist aqui. 

Quarto: tem o post que escrevi ano passado nessa mesma data, aqui. 

É isso, até mais e empodere mulheres ( seja você homem ou mulher)!!!!!

É normal se sentir perdido

Ao menos isso é o que repito pra mim mesma toda vez que me sinto um pouco perdida, e posso dizer que não são poucas as vezes. Apesar de saber que Ele é o caminho, a verdade e a vida ( João 14:6) e isso já nos dá um lugar seguro que é Jesus.

“Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”

Mas mesmo assim, é possível que o sentimento de incerteza seja presente e sabe, é normal. Não somos desse mundo. Muitas coisas daqui não fazem sentido porque esse é só um tempo, uma passagem pra algo maior e melhor que é a eternidade ao lado Daquele que nos criou. Estamos aqui, mas não somos daqui. João 15 nos fala que se fôssemos daqui, seríamos amados pelo mundo, mas não somos. Fomos resgatados.

“Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.”

Por saber essas coisas, prefiro acreditar que é por isso que volta e meia o sentimento de não pertencimento aparece. Por, de fato, não pertencer. É louco, mas é real. A gente passa a vida toda falando “não levamos nada dessa vida” mas trabalhamos incansavelmente para ter coisas aqui. Nosso tempo é, quase que totalmente, voltado para as coisas terrenas. As atividades daqui, os compromissos, o dinheiro.

Não se prenda aqui.

Por mais que o sentimento possa ser sufocante e por vezes desgastante, às vezes é necessário entender que isso faz parte da experiência de viver como estrangeiro em uma terra. Essa terra não é nossa e esse não é o nosso lugar. Da mesma forma que o povo foi estrangeiro ansiando a terra prometida, assim somos nós esperando o dia de estar com Deus.

“Amem os estrangeiros, pois vocês mesmos foram estrangeiros no Egito.”
Deuteronômio 10:19

Aprenda a entender seus sentimentos e entenda que alguns deles não tem causas terrenas e sim celestiais. Assim acontece também com o nosso senso de justiça. Ele de fato não é nosso. Porque nós não somos justos, mas Deus é. Então Ele gera justiça em nós. Percebe como somos movidos a pensamentos dos céus quando estamos sendo um com o Autor da Criação?

Abrace o seu não pertencimento. Você não é daqui e um dia nos encontraremos na eternidade! <3

Eu não moro mais em mim – venda online

Estou muito feliz de contar que já é possível comprar meu livro na internet!

A maioria deve saber que escrevi um livro de Tcc. Se você não sabe, é só clicar aqui. Também dá pra ler os outros posts sobre o lançamento e o prefácio aqui no blog!

Mas o que eu quero é falar é que estou muito feliz com a maneira como as coisas estão fluindo e vocês estão se interessando pelo livro! Eu já falei algumas vezes que ele faz parte do meu chamado específico com Deus, aquilo que eu creio que o Senhor me chamou para falar sobre nesse mundo!

Eu estou bastante feliz que além das vendas no dia do lançamento e também quem pegou o livro comigo de alguma maneira, agora eu consigo vender pra qualquer lugar do Brasil e ainda com um precinho muito bom!

Venda online

Eu percebi (graças a Deus, amém) que muitas pessoas estavam querendo comprar meu livro mas de certa forma isso se tornou muito difícil quando eu vi o preço do frete pra todo Brasil. Porém, consegui uma maneira de baratear tudo e ficar bom pra todos nós! hahha

O livro pode ser comprado pelo link do Pag Seguro e o pagamento pode ser feito por cartão ou por boleto bancário! Outra coisa boa é que esse valor de 35 reais inclui o preço do frete pra todo Brasil!

Outra coisa importante falar é que se você quiser presentear ou quiser um recadinho especial, pode me mandar um e-mail falando que aí eu sei o que fazer!

Era essa notícia que eu queria dar! Então se você tem interesse no meu livro-reportagem sobre transtornos alimentares e padrões irreais de beleza, é só comprar pelo link ( https://pag.ae/7UvXC1BxK ). Mas já te aviso: se prepare para um livro cheio de histórias reais, fortes e impactantes!

Também não esqueça de me marcar no instagram (@hellougabizinha ) se for postar algo sobre o livro ou de me falar depois o que achou! Tudo é muito bem vindo <3

 

Dizem que sou socialista

Dizem que eu sou socialista.
Mas, será que ser socialista é entender que eu, particularmente, preciso de programas do governo e acho que eles são bons pra outras pessoas também?

Porque eu não sei você, mas eu formei na faculdade com 100% de Fies durante os 4 anos. Do contrário eu não conseguiria pagar. E eu sempre trabalhei/ fiz estágio.

Eu também estudei em uma das escolas mais baratas da minha cidade, mas que era o que a minha mãe podia pagar, além de ser a que ela também estudou.

Durante a faculdade, havia poucos negros na minha sala. Porque eles eram menos capazes? Não! Porque entra em faculdade particular quem tem dinheiro pra pagar ou consegue Fies, que é pra quem tem notas mais altas no Enem. Nós sabemos que historicamente os privilégios brancos sempre prevaleceram e poucos negros estudam em escola particular que tem um ensino melhor e portanto consegue nota maior nos vestibulares e no Enem.

Socialista é entender que a gente vive num país completamente desigual e que as possibilidades pra alguém que formou em faculdades renomadas para alguém que formou em faculdade do interior, são completamente diferentes? Bom, acho que eu sou sim.

Não existe meritocracia no Brasil. O que existe é preconceito, racismo, machismo e tantas outras coisas. O que existe é que, se você nasceu branco, tem pai presente e consegue entrar numa faculdade já faz parte da parcela privilegiada da sociedade.

É sério, sabia que a média de uma família de 4 pessoas é, 500 reais por pessoa? Dois mil uma família ? A faculdade custa mais de mil. Então sim, nós que fizemos faculdade somos privilegiados.

Agora, eu tenho duas escolhas: entender que sou uma privilegiada e portanto posso lutar pra que outras pessoas tenham espaço e lugares de fala, ou posso escolher seguir olhando só pro meu umbigo.

Se ser socialista é não suportar essas diferenças que dizem ser meritocracia, bom, graças a Deus que eu sou socialista. Acho que Jesus também foi.