Mulher no meio das flores com paz que excede entendimento

Paz que excede entendimento

É engraçado como é a vida quando caminhamos por fé e em conhecer a palavra de Deus. Depois de alguns anos tendo escolhido Jesus e andando por meio das promessas e verdades que Ele tem pra nossa vida, achamos que já sabemos o suficiente. Conhecemos as histórias da Bíblia e algumas, de tanto ouvir, sabemos contar de trás pra frente. Mas o problema é que quando vem a tribulação e o dia mau, questionamos sobre onde Deus está.

Aliás, o dia mau vem para todos, assim como veio para Jesus. O dia mau existe e muitas vezes chega até nós para amadurecimento e acaba não sendo de tudo mau. Quem seria você sem seus dias maus? Provavelmente muito mais imaturo do que hoje. Suas cicatrizes fazem de você quem você é, então, apesar da dor, você pode ter orgulho de cada uma delas.

O fato é que por acharmos que sabemos muito de Deus e que já vivemos o máximo que poderíamos ter vivido em Sua palavra e presença, achamos que temos o controle dos dias maus. Mas o conhecer a Deus vem da paz nos dias maus e de entender que não estamos isentos de passar por momentos ruins e tempos de sofrimento.

Paz que excede entendimento humano

Imagine só que no livro de Filipenses , Paulo escreve que a paz de Deus, que sobrepõe todo entendimento humano guardará o nosso coração e Provérbios 4:23 diz que sobre tudo que devemos guardar, precisamos guardar o nosso coração porque dele procede as fontes de vida.

Bom, se do nosso coração procede as fontes de vida e, a paz de Deus guarda o nosso coração, só temos vida quando temos a paz de Deus. Isso é bem mais complexo do que parece porque essa paz excede o entendimento humano, isto é, a olho humano não faz sentido nenhum. Afinal, quem estaria em paz em meio a tempestade? JESUS! Jesus estava em paz, Ele dormia. Já os discípulos se desesperavam com a tempestade do barco. Se precisamos ser mais parecidos com Jesus, precisamos também, desesperadamente, copiar suas atitudes.

Parece que só se conhece as verdades de Deus quando se busca a paz que excede entendimento. E é TODO entendimento. Entendimento que você tem sobre você e sobre as pessoas. Aliás, a paz só vem quando olhamos pra nós e não para o outro. Se o nosso foco é quem está do nosso lado, nos perdemos. Se continuarmos a leitura de Filipenses 4, veremos que existe um caminho para alcançar a paz que excede entendimento humano.

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.”
Filipenses 4:8

Alcançando a paz

A maneira de alcançar paz é olhando para as coisas que são dignas e excelentes. Essas coisas vêm do coração de Deus. Se baseiam em amar sem julgar porque a Bíblia diz que julgar é indesculpável – e se não há perdão, não há paz -. Se baseiam em olhar mais pra dentro do que pro lado: se falamos muito do outro é porque há faltas em nós. É manter o nosso coração longe das paixões da mocidade. E quando é dito isso não é apenas no sentido amoroso das coisas. É principalmente as coisas que somos apaixonados mas que roubam o nosso tempo e espaço com Deus. Também é estar mais tempo na internet do que com a Bíblia aberta. É falar mais dos outros do que de Deus. Quantas paixões da mocidade existem pra nos desviar do foco que é Cristo!

Paulo diz ainda sobre ser adaptável, ou seja, precisamos aprender a nos adaptar as circunstancias. Mas isso não é sobre permanecer nos dias maus, mas saber que há tempo de plantio e tempo de colheita como diz em Eclesiastes. Há tempo para todo propósito. Tempo para sorrir e tempo para chorar. E tudo bem, isso é parte do processo de transformação que Deus tem pra fazer.

Ainda para alcançar a paz que excede todo entendimento precisamos ser amáveis. Quando somos amáveis temos Deus e se temos Deus há paz em nós.

“Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor.”
Filipenses 4:5

Comece a andar sobre as águas

Disso tudo, sabemos que alcançar a paz é tão necessário quanto respirar. O mundo está buscando por ela em coisas e paixões da mocidade enquanto nós a temos dentro do nosso coração mas perecemos por falta de conhecimento. E falta de conhecimento da palavra de Deus como a Bíblia já nos alertou. Que o nosso coração possa olhar pras coisas do céu, pras coisas que são nobres, puras e retas e que possamos agir em amabilidade para assim a paz que excede entendimento seja constante em meio a tempestade e então possamos, antes de clamar desesperados por Jesus, encontrá-Lo e andar com Ele sobre as águas.

Demi Lovato cantando em show

Demi Lovato e saúde mental #PrayForDemi

A Demi Lovato é uma das maiores artistas da atualidade. Ela começou tudo muito cedo. Faz parte do elenco da Disney Channel desde que era uma criança, começou muito cedo a fazer sucesso como atriz e cantora sendo ainda uma criança de 8 anos. Estourou com 17 quando foi protagonista da Camp Rock com os Jonas Brothers. Isso tudo parece ser incrível, afinal, quem não quer um pouco de fama e de sucesso – e dinheiro também ? Mas o fato é que não foi o sucesso que veio cedo. Vieram também as pressões, o contato com um mundo que seria muito melhor não ter conhecido. Vem o vazio também, as pessoas estão do seu lado porque gostam de você ou pelo que você pode proporcionar por causa da fama e do interesse que as pessoas tem em você ?

Quando eu paro pra pensar em famosos que tiveram problemas psicológicos, que surtaram de alguma forma eu penso que talvez isso aconteça porque nós não conseguimos enxergá-los como pessoas reais, que sentem dor, que sofrem… Tudo isso porque, na nossa cabeça, condição financeira compra saúde mental.

Demi Lovato e saúde mental

Eu sempre fui muito fã da Demi. Já até escrevi uma matéria pra uma Revista sobre ela, a matéria inclusive tá aqui no blog . 

No começo do blog também escrevi sobre ela aqui. Tudo isso porque pra mim ela sempre foi uma pessoa forte. Imagina só, uma menina que começou cedo uma carreira de sucesso passando pela adolescência – uma fase que nos questionamos quem somos, porquê e qual a nossa diferença no mundo – apegada ao pai que acaba escolhendo as drogas e bebidas no lugar da família? Imagina ainda uma adolescente de 17 anos que tem todos os olhos voltados pro seu corpo quando nem ela mesma se aceita? Imagina ter que ouvir: “Demi engordou. Da forma depreciativa como os tablóides de notícias fazem sendo que ela luta a vida inteira contra a bulimia nervosa?

O que nós não percebemos é que não importa quem somos, qual a posição social… Cada pessoa luta uma batalha que a gente não conhece. E saúde mental tem muito mais a ver com sentimentos internos do que externos. Não é sobre como as pessoas te vêm, é como você se vê e isso não tem a ver com outro. Por isso empatia muda o mundo. Quando paramos de julgar e passamos a abraçar as pessoas a percepção que elas tem delas mesmas, muda.

Deixo o documentário da Demi Lovato pra você entender um pouco mais sobre as batalhas e as lutas dela. É um documentário que fala sobre bulimia, transtorno bipolar, uso de drogas, abandono paterno, cobrança de perfeição. É realmente forte e pode mudar a sua percepção sobre os transtornos mentais.

 

Não seja um semideus

Você já parou para pensar que é humano? E que ser humano implica em errar, em cair, levantar e em seu vulnerável? Você já parou pra pensar que não é Deus e muito menos semideus – quase Deus ?

Acho que um dos maiores erros que a gente comete na vida é querer ser um semideus. Explico: nós passamos grande parte da vida querendo mostrar que não sofremos, que somos fortes, que as coisas não nos afetam, que estamos no controle de tudo, que aceitamos totalmente todas as coisas. Somos semideuses né ?

Só que o problema é que isso te afasta de Jesus e mais ainda das pessoas. Se somos tão autossuficientes, não precisamos de ninguém por perto, inclusive de Deus.

Nós nos aproximamos de Deus e das pessoas quando somos vulneráveis. A vulnerabilidade nos permite ser cuidados, tratados e libertos. A vulnerabilidade é saber que não, nós não somos auto-suficientes e nós precisamos do outro sim pra viver. Nós precisamos de atenção, ajuda, empatia. NÓS PRECISAMOS.

Vulnerabilidade nos ensina a amar mais as pessoas por saber que cada um tem suas batalhas, nós temos as nossas e cada pessoa tem a sua, mesmo que a gente não saiba. Vulnerabilidade é se mostrar humano pro outro pra permitir que ele se mostre humano pra nós também. Ninguém nunca vai se abrir com você se você for um poço de certezas e nunca demostrar enfrentar batalhas. “É melhor não se abrir pra alguém que tem tudo tão resolvido, que é quase Deus”, as pessoas vão pensar. Vulnerabilidade é o único meio de gerarmos cura.

Não temos motivo pra ser semideus

Se na Bíblia tá escrito que o choro pode durar uma noite mas a alegria vem pela manhã é porque VAI TER CHORO. Não tem como se livrar disso, mas é preciso chorar. É preciso se permitir sofrer de vez em quando. Não para sempre, mas de vez em quando é preciso sofrer. E tudo bem chorar de vez em quando, faz bem!

Deus nos fez pra ser humano, até Jesus, que era o próprio Deus em corpo de humano passou por aflições, chorou, perguntou pra Deus se tudo aquilo era preciso mesmo, se Ele teria realmente que passar toda aquela dor, aquela angustia e humilhação. Jesus foi humano. Porque nos vemos como semideus? E sabe, tá tudo bem ter dias ruins. Tá tudo bem se questionar as vezes porque isso faz parte de todo processo. Todo processo é necessário ser vivido. Toda dor precisa ser sentida pra gerar cura.

O amor vem devagar o resto é pressa

O amor vem devagar o resto é pressa. É isso, só isso.

Se causa turbulência, se causa bagunça, confusão e você não sabe como agir não é amor, é carência. Amor nunca vem pra causar dúvida, ele é um tiro certo, uma faca com a cerra afiada, uma verdade absoluta – mesmo que toda verdade seja absoluta e não dê pra ser verdade pela metade. Mas acontece é que a vida tá cheia de pessoas pela metade, de meias verdades, meios amores e quase certezas. Isso não é amor, é pressa ou desespero.

Pressa de não dar tempo e desespero de nunca encontrar alguém que seja sua verdade absoluta. Mas só tem esse medo quem não sabe ser sua própria verdade, quando você sabe quem é não precisa de outro ser humano pra te validar como pessoa, como amor. Essas coisas aí, de ter pressa, de amores que bagunçam servem pra quem não sabe o que quer ou não quer nada por enquanto e na verdade, até quando a gente pode aceitar ser a meia verdade de alguém? Tudo que é pressa, uma hora acaba. Até quando a gente pode aceitar ser o passatempo até ter certeza de quem não sabe nem o que é ?

O amor vem devagar.

Porque antes de tudo o amor é paciente, é benigno. Antes de tudo, o amor se alegra com a verdade e sem ele nada é possível, o amor é a maior de todas as coisas. O amor vem devagar. O amor vem devagar porque vem aos poucos. Conquista seu espaço com o intuito de não ir embora – mesmo que um dia vá. E tá tudo bem! Não é só porque acabou que não era amor, algumas coisas tem tempo pra durar e a maturidade nos faz entender e aceitar o tempo de tudo.

O amor é como um copo de café. Só pode ser bom se for quente. Mas ao mesmo tempo, se consumido rápido demais, queima. O amor é como um café que, aos poucos vai deixando seu gosto e esquentando. O amor, meu amor, vem devagar! Todo resto é pressa.

mulher aflita segurando as mãos

Hoje eu acordei aflita

Hoje eu acordei aflita. Foi mais um daqueles dias que minha amiga ansiedade esteve por perto. Em um primeiro momento eu pensei: estar aflita não é coisa de Deus não, o que eu posso fazer pra mudar isso?

Em uma resposta de oração Deus me disse: Tudo bem estar aflita, é que você não é daqui e as coisas desse mundo te assustam. Você está com saudade de casa.

E eu respirei aliviada: ufa, que saudade de casa. Saudade do colo de Jesus, mesmo que eu ainda O tenha todos os dias. Mas tem dia que a nossa alma grita e fica aflita não é? Mas é porque ela está cansada das coisas rasas que esse mundo nos oferece e busca pela profundidade das coisas de Deus. A verdade é que não há como viver em alegria plena nessa Terra. Porque não somos daqui, é bem simples.

Não que Deus não possa entregar felicidade e tranquilidade pro nosso coração. Mas é que as injustiças e confusões desse mundo não podem ser normais pra quem não é daqui e não se corrompe com as confusões desse mundo.

Tem dia que você vai acordar aflita.

E tudo bem desde que isso te faça lembrar que você não é desse mundo. E quando falo isso quero dizer que teu lugar é o céu não as coisas vazias que encontramos nessa Terra. Seu lugar é ao lado do Pai da criação, em um ambiente de amor e comunhão. Não a bagunça que encontramos aqui. Essas coisas não deveriam nos atrair e é por isso que nossa alma se aflige. Porque nada aqui nos é atrativo. Nossa alma não pode buscar as coisas que aqui nos são oferecidas porque daqui nada levaremos.

Não é um erro de caráter estar aflita. Não é falta de fé a ansiedade. Tá tudo bem. Você, como humana com o coração mais próximo de Deus, nunca vai entender porque as pessoas se contentam com o raso, porque as pessoas não mergulham no profundo e porque pra elas molhar só os pés é suficiente. Em Deus, em sentimentos, em sonhos.

Você nunca vai entender porque as pessoas não vivem em plenitude os sentimentos, porque elas não são sinceras e claras e porque tudo é tão mais complicado que deveria realmente ser. Mas a Bíblia diz: não vos conformeis com esse mundo. Então não se conforme com tudo que é raso de amor e de Deus.

Tudo bem se afligir.

E se seu coração se afligir, entenda que é parte do processo e que tudo bem ser humano. Porque no final das contas é isso que somos: humanos. Com sentimentos bagunçados, com dúvidas e faltas que precisam ser preenchidas com o amor de Deus. Se tudo fosse muito bem resolvido dentro do nosso coração tomaríamos o lugar de Deus e não temos nenhuma capacidade pra passar nem perto disso. Então tudo bem ser humano. Tudo bem se afligir de vez em quando. Tudo bem não entender os processos e se questionar por eles. Tá tudo bem. Você não é de ferro, você é só um filho com saudade de casa.

Livro Eu não moro mais em mim da autora Gabrielle Soares Barbosa

Eu não moro mais em mim – LIVRO

Para conseguir a graduação de jornalismo eu precisava fazer um Trabalho de Conclusão de Curso como em toda faculdade. O fato é que eu queria e precisava que meu TCC fosse algo relevante pra mim e pro mundo. Eu precisava que fosse um trabalho social, porque o jornalismo é, antes de qualquer outra coisa um trabalho social a serviço do outro. O jornalismo nunca é para o jornalista, é sempre para o telespectador/ o ouvinte/ o leitor. Jornalismo é sempre para a sociedade e sempre sobre a sociedade.

Transtorno alimentar

Segura de que eu queria e precisava fazer algo social me senti na responsabilidade de olhar ao meu redor e tentar enxergar o que, de certa forma, ninguém conseguia ver ou ainda que tinha dificuldade de falar.

Sempre fui apaixonada por moda e quando estava no Ensino Médio uma das minhas melhores amigas teve anorexia. Na mesma época, uma garota que era enaltecida nas redes socais pela sua magreza morreu em decorrência da anorexia. Me lembrei que na época tudo aquilo havia mexido muito comigo. Pensei: pronto! Poucas pessoas falavam sobre esse assunto e seria um tema relevante pra sociedade.

No meu terceiro ano de faculdade comecei meu estudos sobre o tema. Por gostar de moda minha ideia principal era falar dos transtornos alimentares das modelos. Elas são extremamente oprimidas pelos padrões exigidos nas passarelas. O que aconteceu é que meus estudos começaram a mostrar que muitas pessoas comuns sofriam de transtornos alimentares.  E por mais que esse assunto não fosse debatido, quando chegava a ser pauta era sempre sobre modelos. Ninguém sabia de pessoas normais. Pessoas que não tinham um padrão tão acirrado para conseguir trabalho e que mesmo assim sofriam profundamente com a busca pela magreza.

Eu não moro mais em mim

Era impossível fazer um vídeo sobre o tema. Geraria uma exposição para os entrevistados que não era o que eu queria. Além do mais, a escrita sempre teve muito mais a ver comigo do que os vídeos. Eu me expressava muito melhor escrevendo e então decidi que faria um livro reportagem sobre transtornos alimentares e padrões irreais de beleza.

O Eu não moro mais em mim demorou para chegar como título, na verdade, foi uma das últimas coisas a ser feita. Mas passa a reflexão que eu planejava: uma pessoa com transtorno alimentar é uma pessoa que deixou de morar no seu corpo. Casa é onde a gente se sente à vontade e essa pessoa não se reconhece mais nessa casa. Era um sofrimento absurdo sempre visto como uma fase que passaria em breve ou pura vaidade.

Entendi que meu papel seria difícil: mostrar que as doenças mentais são mais comuns que imaginamos e assim como um problema de coluna, precisam de tratamento. Era doença e não fase. Além disso tinha alto índice de morte.

O que eu espero

O que eu precisava agora era buscar as histórias que eu contaria e defini que cada personagem traria foco em um tema. Todo o processo de busca foi cuidados e me envolvi muitos com as pessoas que se tornaram meus amigos queridos. Muito além de tudo isso, não posso te contar ainda. Uma hora você irá saber mais. Eu espero que uma hora o Eu não moro mais em mim esteja nas suas mãos. Eu espero que uma hora o Eu não moro mais em mim esteja por toda parte. Mas quanto isso, podemos falar um pouco sobre ele por aqui! <3

Eu espero, de todo coração que um pouquinho do que escrevo aqui, te faça enxergar esse assunto de forma diferente e principalmente livre de preconceitos. Doenças mentais são doenças e tá tudo bem.

Mulher grávida - aborto e Cristianismo

Aborto e Cristianismo: seja luz!

É extremamente difícil unir esses dois assuntos: aborto e Cristianismo. Isso porque, obviamente, um vai totalmente contra o outro. Porém, o fato importante não é sobre concordarmos ou não com isso, é sobre como nos posicionamos. O fato é que a nossa opinião sobre os assuntos polêmicos não consegue mudá-los. Além disso, dificilmente vamos conseguir argumentar usando fatos cristãos sendo que nossas palavras disseminam intolerância e ódio. Nunca importa o que você pensa sobre o assunto, sempre importa como você o aborda.

O que quero dizer com isso? Quero dizer a forma como impomos nossa opinião mostra muito mais o tipo de cristãos que somos e se realmente estamos preocupados em levar amor pelas nações. É como dizer que bandido bom é bandido morto sendo cristão. Não faz sentido. Porque nesse momento você olha pro pecado e não pra pessoa. E pensando assim, você também merece a morte, porque seus pecados são apenas diferentes.

Aborto e Cristianismo

Esse post não é pra dizer se deve ou não ser legalizado o aborto e qual a visão devemos ter como cristãos. Vai até além disso, sabe?

Vi muitas pessoas falando por aí que quem aborta merece a morte, e aí voltamos para aquele tempo em que se paga no olho por olho e dente por dente. Tudo bem, a sua revolta pode ser a de tirar a vida de um ser indefeso, o que importa aqui é que TODA VIDA É UMA VIDA. Assim como a da mãe. O pecado dela não é maior que o seu independente de qual tenha sido o dela e qual tenha sido o seu. Mas é sempre mais fácil julgar, não é ?

Provavelmente, essa mulher tinha motivos para optar pelo aborto. É o motivo correto? NÃO! Definitivamente NÃO! 

O ódio que eu dissemino volta pra mim

Sabe o que a Bíblia diz sobre julgar? Ela diz que é INDESCULPÁVEL.

1Portanto, és indesculpável, ó homem, sejas quem for, quando julgas, porque a ti mesmo te condenas em tudo aquilo que julgas no teu semelhante. Pois tu, que julgas, praticas exatamente as mesmas atitudes. 

2Mas nós sabemos que o julgamento de Deus é de acordo com a verdade contra os que praticam tais ações. 

3Deste modo, quando tu, um simples ser humano, os julga e, todavia, praticas os mesmos atos, pensas que de alguma forma escaparás ao juízo de Deus? 

4Ou, porventura, desprezas a imensa riqueza da bondade, tolerância e paciência, não percebendo que é a própria misericórdia de Deus que te conduz ao arrependimento? 

5Entretanto, por causa da tua teimosia e do teu coração insensível e que não se arrepende, acumulas ira sobre ti no dia da ira de Deus, quando se revelará plenamente o seu justo julgamento.

 6Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento.

Mas se você, que se diz cristão, dissemina ódio por essa pessoa por causa de suas escolhas, porque espera que o mundo não retribua com ódio também? O mundo é total um reflexo do que nós somos e se somos intolerantes não podemos cobrar do mundo mais tolerância. 

Se atente as suas palavras

Quando nos posicionamos sobre qualquer assunto precisamos nos posicionar em amor. É claro que é difícil falar sobre aborto e Cristianismo. Mas só conseguimos unir as duas coisas, se as nossas palavras forem de amor por todos os envolvidos. Nossa sociedade é injusta. E caso você não saiba não existe isso de “engravida quem quer”. Não que isso seja uma desculpa para abortar. Mas usar argumentos repletos de ódio e julgamento não resolvem em nada.  Além disso, eles não mudam absolutamente em nada a vida daquela mulher.

Quero te convidar a entender algumas coisas e quem sabe, olhar com mais amor também para esse assunto que envolve tanta polêmica:

Coisas que cortam o efeito do anticoncepcional: 

  • Usar remédios antibióticos.
  • Ter vômito ou diarreia.
  • Doenças ou alterações no Intestino.
  • Esquecer de tomar a pílula.
  • Consumir bebidas alcoólicas em excesso.
  • Tomar chás.
  • Consumir drogas.

Trouxe isso para mostra que nem sempre quem engravida é porque estava preparada para aquilo.  E também a maternidade não é uma escolha rápida, é para o resto da vida. Nada disso é para te fazer aceitar o aborto, porque aborto e Cristianismo dificilmente andarão juntos porém intolerância e Cristianismo também não andam. Seja diferente, fale com amor e menos ódio. Não há espaço para Jesus quando a intolerância e os julgamentos tomam conta do seu coração porque Ele é o contrário disso.

Te convido a olhar com mais amor pras pessoas e por mais que não concorde com suas decisões, abraçar ao invés de apontar. Seja luz e não trevas! Pratique a tolerância e mostre que Deus é pai e pode cuidar de todos através das suas palavras de amor e não dos seus dias de domingo na igreja. Deus é pai e ele ama. Porque você, que erra todo dia, não pode ser amor também ?

Peróla da Malhação e a mídia

No mês em que se comemora a luta pela conscientização pelos transtornos alimentares, voltamos pra esse assunto. Para contar a história da Pérola da Malhação eu ainda preciso voltar a outro ponto importante do assunto.
Bom, primeiro, como eu já falei, dia 2 de junho é comemorado o Dia Mundial de conscientização sobre os transtornos alimentares – e falar disso será importante nesse post.

No geral as pessoas acham que sabem o que é um transtorno alimentar (” – quando a pessoa não come, né? – quando come e vomita, né?”) mas a verdade é que existe um mundo muito mais complexo que isso. Primeiro de tudo: existe um mundo por trás das doenças mentais. De certa forma, quando fala-se sobre transtornos alimentares as pessoas relacionam a frescura, uma fase que logo vai passar, ou até mesmo é associado a vaidade. E como já expliquei algumas vezes nesse blog, os transtornos alimentares são disfunções na relação com a comida. Sào alterações na forma do comportamento alimentar e também na percepção corporal.

Causa surpresa dizer que a anorexia nervosa é a mais letal das doenças psiquiátricas, até mais danosa que a depressão e com prejuízo de vida que equivale à esquizofrenia. Existem pessoas com bulimia que não vomitam. E ainda que a busca por um corpo saudável pode gerar transtornos alimentares como a ortorexia ou a vigorexia.

No final das contas o que se percebe é que as pessoas entendem muito pouco sobre os transtornos alimentares. E as que entendem, ainda estão presas ao senso comum e aos preconceitos enraizados ao falar de doenças mentais.

Por que falar tudo isso? Porque eu acho sempre necessário fornecer um pouco de informação sobre transtornos alimentares e o quanto essas doenças são letais. E a maneira como falam da história da Pérola da Malhação nos faz analisar um pouco mais a maneira como é visto as doenças mentais.

A história da Pérola da Malhação

É importantíssimo falarmos sobre esse assunto na mídia. É importante promover o debate sobre todas as doenças mentais e quebrar os paradigmas que as envolvem. O que acontece é que pra isso é necessário MUITO cuidado e responsabilidade. Algo que não me parece que aconteceu nessa edição da novela. Eu não sou especialista no assunto. Mas se você me conhece ou leu a aba Transtorno Alimentar do blog, percebeu que eu tento estudar um pouco sobre isso e por isso, acabei me envolvendo muito com o assunto.

O fato é que pra fazer meu trabalho de conclusão de curso de jornalismo escrevi o livro “Eu não moro mais em mim – relatos sobre transtornos alimentares e padrões irreais.” E nesse processo o meu maior medo não era saber se eu conseguiria ou não terminar o trabalho mas sim, se ele geraria gatilho. E essa, inclusive foi uma pergunta que eu fiz para Daiana Garbin quando ela veio ao Flipoços. A Daiana e os especialistas que estavam no bate-papo me responderam que a única maneira era “não ensinando práticas”. Então, esse é um dos maiores cuidados que tenho ao falar do assunto.

Malhação tem um tratamento do tema muito parecido com 13 Reasons Why ( confira motivos para não assistir) , a série que fala sobre suicídio. O que acontece é que os dois programas geram gatilho, ensinam métodos e podem fazer com que o problema tome uma proporção maior. Há algum tempo uma novela da Globo retratou a história de uma bailarina que tinha bulimia. E a forma como a novela abordou a história fez com que o registro de pessoas com bulimia aumentasse muito. Ou seja, ensinou métodos e fez com que pessoas que já tinham propensão – seja genética ou biológica – desenvolvessem a doença como a Pérola da Malhação.

Problemas da novela

O problema dessa Malhação em tratar o tema não é só o de ensinar métodos. Ela também mostra a doença como solução.

A história da Pérola e seu problema com o corpo é muito pouco explorado até que ela tenha as crises mais graves de anorexia. Com isso, passa a ideia de que ela estava tendo esse problema naquela fase. Era uma fase e logo passaria. Muitas pessoas podem achar que de fato chegou a ser explorado esse assunto, já que no primeiro capítulo da novela a menina está desmaiada após tomar muitos remédios e seu então namorado diz que ela tinha problemas com o corpo. Quantos episódios abordaram de fato isso? Dois ? Três ?

Todo um vocabulário de um grupo de pessoas que se unem para viver a doença é exposto. Isso poderia ser bom, porque ajuda a alertar, mas ao mesmo tempo isso gera curiosidade e pra quem já busca uma “saída”pra um problema é muito perigoso.

Além disso, a novela não é NADA real. A anorexia nervosa é uma doença muito séria e ficar dias sem comer pode causar prejuízos muito sérios mas a novela dá um resultado imediato: quatro dias sem comer e você estará muito mais magra. Não é assim que funciona. O nosso organismo não reage dessa maneira e o emagrecimento é variável de corpo pra corpo. O fato é que a solução – que no caso é o emagrecimento – foi dada muito rápido. E isso pode fazer com que influencie pessoas a tentarem os métodos usados por ela, já que foram muito bem explicados e explícitos. O problema é que não é um caminho fácil de voltar. E por não chegar aos resultados de emagrecimento que a personagem chegou, a pessoas , agora munida de métodos, pode tentar por mais vezes e acabar doente.

Tratamento

O mais preocupante disso tudo: não mostra o tratamento. E de certa forma, ela melhora muito rápido. O tratamento pra transtorno alimentar, seja ele qual for, exige um tratamento de equipe multidisciplinar já que é necessário psicólogo, psiquiatra, nutricionista e muitas vezes outros médicos como cardiologista e endocrinologista entre outros por conta do dano causado ao corpo. Nada disso foi muito explicado. O que, mais uma vez, reforça a ideia de algo fácil tanto de resolver como de sair. O que é mentira.

Mas no final das contas esse é o reflexo que a mídia tem sobre esses problemas: falando é o que importa. Mas é preciso muito mais cuidado e atenção ao lidar com problemas psicológicos e metais. Exige responsabilidade e comprometimento.

É como ouvi sobre a série 13 Reasons Why: Se não é pra quem tem o problema porque gera gatilho mas também é perigoso pra quem não tem porque pode fazer com que a pessoa aprenda os métodos, no final das contas é pra quem?

A Pérola da Malhação assim como a Hannah de 13 Reasons Why são pessoas doentes. E assim como todo tratamento, precisariam passar por processos, processos longos e muitas vezes dolorosos. Talvez mais eficaz que falar sobre o tema seja cuidar para que ele não seja proliferado.

Mais que querer falar sobre transtornos alimentares na televisão talvez o interessante fosse dar mais espaço para garotas gordas, acima do peso ou com belezas diferentes do que estamos acostumados a ver nas televisões e nas séries. Imagina que revolução seria se todos os protagonistas fossem “pessoas reais”como a Rae de My Mad Fat Diary ?

 

foto mostra mistura de duas fotos em uma arte cristã

Arte cristã: Manifeste o Amor!

Por muito tempo eu vi a arte cristã como algo até meio distante. Arte pra mim era uma peça de teatro, uma pintura abstrata e uma dança contemporânea. Acredito que isso se tornou concreto na minha cabeça porque a igreja demorou a ver a arte como meio evangelístico. Não que não houvesse arte nas igrejas. Mas elas quase nunca eram autênticas. Se repetiam, eram muito parecidas e o mais longe da visão que tínhamos da arte do mundo possível. Mas qual o problema de usar o que está lá fora para tocar aqui dentro? Foi o que sempre pensei. Por que a arte da igreja não pode ser ousada, autêntica e diferente? Não seria esse o único jeito de alcançar definitivamente pessoas pela arte?

Arte cristã como instrumento

Talvez a dificuldade de trazer a arte que vemos no mundo para as igrejas como forma de manifesto cristão seja porque o conceito de arte seja muito amplo pra todos e aí, acabamos nos perdemos em o que podemos oferecer de arte nas igrejas. A verdade é que muitas coisas e filósofos tentaram definir o que arte. Platão e Aristóteles definiram arte de maneiras diferentes mas os dois englobaram quase tudo.

Porque na real arte é tudo, é sonoro, é movimento, é reflexão, é expressão, é um punhado de coisas que consegue, em perfeição, demostrar tudo que está dentro do seu coração. E bom, se dentro dele transbordar amor por Deus é isso que sua arte fará. Para entender um pouquinho mais sobre o conceito exato de arte você pode ler aqui.

O que acontece é que quando temos certeza de quem somos em Deus e do nosso papel influenciador ( tem um texto falando sobre isso no blog), tudo que sai de nós passa a ser duas coisas: arte e manifesto do amor de Deus. O que não podemos fazer é deixar de lado a arte que nosso coração inspira e expira. E nosso coração é cheio de arte e faz parte do chamado específico de Deus pra nossa vida descobrir qual a arte que há em nós que pode, de forma única e clara, manifestar quem Jesus é.

Precisamos entender que tudo arte. Eu descobri que a minha maior arte tem a ver com a escrita assim como com a fotografia. Tem gente que desenha bem, canta bem, dança bem, faz artes manuais enfim, há um pouco de arte em cada um de nós.

E por que eu acredito que a igreja ainda tem uma barreira com a arte?

Porque eu acho que poucas pessoas ousam em suas artes pra Deus. A igreja tem medo de ficar parecida com o mundo enquanto tudo que há foi criado por Deus, então antes de ser “do mundo”é Dele. A música não é do mundo. Nem as fotografias, os textos, as pinturas. Também não são os filmes, as peças de teatro, os trabalhos manuais. Nada é do mundo, tudo é de Deus. Precisamos tomar como nosso aquilo que foi dado por Ele.

Esse texto é mais pra te fazer refletir sobre a arte que há em você que pode refletir o amor de Deus e pra te fazer ser OUSADO nela. É a ousadia que faz o mundo querer conhecer Jesus. É aa loucura das coisas que Ele faz e de quem Ele é que faz as pessoas se interessarem por um amor sem julgamentos, cobranças e que de quebra ainda dá liberdade em todos os sentidos!

Se é a loucura que atrai – e convenhamos que é bíblico porque “Deus fez as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias”- seja louco também. Faça mais do que o mundo espera que “você pode fazer por ser cristão”. Saia da caixa! Vá !

Para te inspirar, fica um vídeo de um clipe da Priscilla Alcantara que tem feito ARTE PRA JESUS DE UMA MANEIRA INCRÍVEL que tem alcançado pessoas dentro e fora das igrejas. É isso que arte cristã faz: une!

 

amigo influenciador conversando sentados com um café

Influenciador ou influenciado pelo meio ?

Quem é você diante de Deus? Você é um influenciador ou alguém influenciável ?  Você é alguém que influencia as pessoas ou é facilmente influenciado por elas? Você é aquela pessoa que muda o ambiente que está ou aquela que é facilmente mudado pelo ambiente ? Você busca se adaptar aos lugares ou seus valores são imutáveis?

Por muito tempo eu fiquei presa no que poderia ou não fazer, onde poderia ou não ir. E aí eu percebi que tudo isso era medo de que o ambiente me influenciasse. De que, de alguma forma, eu me tornasse “menos cristã”. E isso acontece quando não temos certeza de quem somos, não nos enxergamos completamente refletidos em Deus e através Dele. Porque não há como diminuir o que você é, e se você é cheio de Deus e tem total certeza disso, os ambientes não te influenciam mais e sim, você se torna um influenciador dos meios. Independente de quais!

Caráter influenciador e mente centrada em Deus

O autoconhecimento é um dos principais fatores que te ajudarão a saber quem você é em Deus. Saber isso muda muita coisa. Na verdade não, saber isso muda TUDO!

Quando você descobre que, não importa onde você esteja, se souber totalmente quem é e os sonhos e planos de Deus pra sua vida, você se torna um influenciador e todo o resto não importa. Não importa lugares, pessoas, julgamentos e olhares: é entre você e Deus e ELE BASTA porque você sabe quem Ele é e quem você é Nele.

E sabe qual a diferença disso? Você não tem mais medo de ser menos cristão e nem dos olhares que possam te julgar e, muito menos, dos lugares que possam te influenciar. Você não é influenciável mais, você passa a ser um influenciador!

Vida com Deus não é sobre o que pode e o que não pode

Pare de pensar que sua vida com Deus está baseada no que você acha que pode ou não fazer. Vida com Deus não é isso, vida com Deus é relacionamento! E sabe o que é relacionamento? Relacionamento é deixar que Ele te mostre até onde ir. 

Deus é Deus de liberdade. Liberdade é não olhar pro outro e sim pra cruz. É de lá que deve vim todas as suas perguntas e principalmente suas respostas. Deus não divide as pessoas como aptas ou não para recebê-Lo, quem faz isso somos nós.

Então, abra sua mente e comece a levar mais de Deus independente dos lugares. Deixe de lado toda religiosidade que tenta te fazer sentir medo de ser menos cristão. Se você ainda tem medo de se perder, sinto em dizer que você ainda não se achou completamente Nele. Quem conhece a Deus verdadeiramente não corre o risco de se perder porque Ele é tudo que você tem!

Não devemos ter medo do mundo, precisamos ter medo de nos envolvermos em uma bolha e não ir ao mundo! Eu não consigo enxergar que pessoas que são sal da Terra e luz do mundo conseguem dar sabor onde só tem sal e muito menos iluminar em meio a claridade ( Mateus 5). É hora de ir!

Viva em abundância!

É hora de deixar preconceitos de lado e viver de verdade! Jesus veio para que tivéssemos vida e vida em abundância, como diz em João 10. Por isso, não podemos apenas sobreviver! É preciso começar a viver! Ser sal e luz onde não há claridade! Viver de verdade tendo certeza de quem nós somos. Identidade é entender a paternidade e entender a paternidade é ser LIVRE! Ah, e saber o que é ser livre ? Ser influenciador e não influenciado pelos meios!

Pare de ter medo de se perder, se encontre Nele e vai levar sua identidade pro mundo!